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Gasto global em compra de alimento sobe 21% em 2007

O custo com as importações mundiais de alimentos deve atingir o nível recorde de US$ 745 bilhões em 2007, de acordo com estudo da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) publicado hoje. A projeção indica um crescimento de 21% em relação ao ano passado, atribuído principalmente aos maiores gastos com produtos à base de grãos, apesar de uma queda nos volumes negociados. "A situação parece sombria para os países que precisam importar alimentos e combustível", alertou Ali Arslan Gurkan, chefe da FAO para o serviço de alimentos básicos, durante entrevista coletiva à imprensa em Londres. Gurkan também chamou a atenção para o alto preço do petróleo no mercado internacional. As taxas recorde de frete são um componente importante para o aumento dos custos de importação dos alimentos. O Baltic Dry, índice de referência para o custo do frete internacional, subiu 57% desde junho, ao nível recorde de 10.513 pontos, em 11 de outubro. As cotações dos grãos tiveram forte alta este ano. O trigo, um dos mais consumidos em todo o mundo, foi particularmente afetado pelos problemas com a produção em vários países pelo segundo ano consecutivo. Os estoques mundiais do cereal encontram-se em níveis historicamente baixos. Gurkan acrescentou que os altos custos de energia puxam os preços dos grãos, seja pelo aumento dos custos de produção, seja pelo crescimento da demanda por biocombustíveis. Por isso, previu que preços agrícolas devem permanecer nominalmente altos até que uma segunda geração de combustíveis renováveis, como os produzidos a partir da biomassa, se tornem comercialmente viáveis. Gurkan alertou ainda que as populações mais pobres devem enfrentar dificuldades, mas que a maior parte das pessoas conseguirá lidar com o choque de preço dos alimentos.Segundo os cálculos da FAO, em termos reais, os preços dos alimentos ainda são mais baixos do que os registrados no início dos anos 1970. Além disso, os consumidores de hoje são mais "flexíveis" em relação aos produtos que consome, podendo trocar alguns itens de sua dieta básica por outros mais baratos. As informações são da Dow Jones.

GERSON FREITAS JR., Agencia Estado

07 de novembro de 2007 | 16h52

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