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Gastos de empresas provocam revisão do PIB americano

Gastos das empresas e exportações mais fortes do que anteriormente calculados levaram à revisão em alta do Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre, de 3,4% para 4,0%, segundo informou o Departamento do Comércio dos Estados Unidos. As despesas das companhias norte-americanas cresceram 11,1% no segundo trimestre, ante a expansão de 8,1% que constava na primeira prévia do PIB. No primeiro trimestre, os gastos das empresas aumentaram 2,1%. Os investimentos em estrutura das companhias no segundo trimestre disparou 27,7%, enquanto os gastos com equipamento e software tiveram alta de 4,3%.EstoquesO relatório também mostrou que as empresas elevaram seus estoques no segundo trimestre em US$ 5,4 bilhões, acrescentando 0,21 ponto porcentual ao PIB. Na primeira estimativa, o Departamento do Comércio havia indicado aumento de US$ 3,6 bilhões, o que representa contribuição de 0,15 ponto porcentual. Os estoques cresceram apenas US$ 100 milhões no primeiro trimestre.Já as exportações dos EUA foram revisadas em alta para aumento de 7,6%, do crescimento de 6,4% anteriormente calculado. As importações, por sua vez, caíram 3,2%, recuo maior do que o estimado na primeira prévia de -2,6%. Os dados revisados mostraram que o comércio contribuiu com 1,42 ponto porcentual ao PIB do segundo trimestre, acima dos 1,18 ponto porcentual da estimativa anterior.Os gastos dos consumidores avançaram 1,4% no período entre abril e junho, ante a alta de 1,3% anteriormente calculada, mas abaixo do crescimento de 3,7% do primeiro trimestre. As despesas dos norte-americanos influenciaram com cerca de 70% da atividade econômica nos EUA. Com a revisão, os gastos representaram 1,03 ponto porcentual do PIB do segundo trimestre frente a contribuição de 0,89 ponto porcentual.InflaçãoO Departamento do Comércio também revisou em baixa os dados de inflação contidos do relatório do PIB. O índice de gastos com consumo pessoal (PCE) aumentou 4,2% no segundo trimestre, abaixo da alta de 4,3% calculada antes. O dado, no entanto, superou o avanço de 3,5% registrado no primeiro trimestre.O núcleo do índice, que exclui preços de alimentos e energia, subiu 1,3% no segundo trimestre, inferior ao cálculo inicial de alta de 1,4% e do crescimento de 2,4% registrado no primeiro trimestre. As informações são da Dow Jones.

CAROLINA RUHMAN, Agencia Estado

30 de agosto de 2007 | 10h34

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