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Gastos públicos tiram a Alemanha da recessão

Autoridades alertam, porém, para o excesso de otimismo

Jamil Chade, GENEBRA, O Estadao de S.Paulo

26 de agosto de 2009 | 00h00

Gastos públicos tiram a Alemanha de sua pior recessão desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Ontem, as autoridades alemãs confirmaram que a recessão foi superada, mas admitem que o buraco nas contas públicas explodiu. Já o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, alertou contra o otimismo e disse que a Europa ainda não está pisando em terra firme. Segundo os dados da maior economia da Europa, o crescimento no segundo trimestre foi de 0,3% em comparação aos primeiros três meses do ano. No primeiro trimestre, a queda havia sido de 3,5%. Em relação aos 12 meses precedentes, a queda do PIB ainda é profunda, de 5,9%. Mas pelo menos é inferior à queda de 6,7% no primeiro trimestre de 2009, em comparação com o mesmo período de 2008.AUMENTO DE GASTOSO governo aumentou os gastos em 0,4% e os investimentos em construção foram elevados em 1,4%. O consumo privado aumentou em 0,7% graças aos subsídios estatais. Esses foram os primeiros dados positivos em 12 meses e confirmam as informações preliminares divulgadas há 10 dias. Desde a eclosão da crise, a chanceler Angela Merkel injetou US$ 121 bilhões na economia, incluindo subsídios para a compra de carros.Esse mecanismo não apenas serviu como um balão de oxigênio para a indústria automotiva, como puxou o aumento do consumo privado no trimestre.ELEIÇÕESO que todos se perguntam, porém, é até que ponto a Alemanha terá de manter a ajuda estatal. A exportação, que foi o motor de crescimento da Alemanha na última década, ainda não foi retomada com força. No trimestre, a queda foi de 1,2% e não há expectativa que se recupere rapidamente. Merkel deve ser beneficiada pelos dados publicados ontem nas eleições gerais que ocorrem no fim do próximo mês.Carsten Brzeski, analista do banco ING, afirma que o crescimento ocorre graças aos gastos públicos. "Os números são resultado do plano de resgate do governo", disse, em uma nota. "A economia alemã ainda está recebendo infusões. As próximas semanas e meses podem ser positivos, mas algumas dúvidas persistem se a economia já pode se manter de pé sozinha", disse Alex Weber, presidente do Banco Central alemão. "A recessão acabou, mas nem tudo que brilha é ouro", completou. CAUTELAMerkel também adotou um tom de cautela. Segundo ela, o pior já passou. Mas o caminho nos próximos meses ainda será turbulento.Barroso fez um alerta contra um otimismo exagerado. Na zona do euro, a contração da economia foi de 0,1% no segundo trimestre, taxa comemorada pelo mercado. A França também já saiu da recessão. Mas um dos desafios será ainda a expansão do desemprego nos próximos meses, o que deve afetar o consumo e fazer com que a recuperação patine por alguns meses. Na Alemanha, a taxa de desemprego deve subir de 8,3% neste ano para 10,5%, segundo os dados oficiais.Para alguns países, como no Báltico, a queda do PIB é de mais de 20%. Barroso garante que a UE vai ajudá-los. "O impacto da crise ainda é tangível na Europa e temos muito a caminhar ainda", disse.

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