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Gaudenzi critica privatização de aeroportos; Nicácio evita falar

Ex-presidente da Infraero passou cargo ao interino; novo chefe da estatal disse que caos aéreo é passado

Isabel Sobral, Agência Estado

19 de dezembro de 2008 | 12h31

O ex-presidente da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero), Sérgio Gaudenzi, criticou novamente nesta sexta-feira, 19, a opção de privatização isolada de aeroportos, que está sendo adotada pelo governo federal. Já o novo presidente da estatal, tenente-brigadeiro do ar Cleonilson Nicácio Silva, evitou revelar sua opinião sobre a privatização isolada de aeroportos da rede Infraero, na solenidade de transmissão de cargo, na sede da empresa em Brasília.   Veja também: Aeroviários rejeitam reajuste de 7,2% e ameaçam greve Infraero inicia operação para evitar problemas nos aeroportos Jobim: não terá crise aérea, apesar da ameaça de greve   Em rápido discurso, Gaudenzi afirmou que a privatização isolada de aeroportos vai afetar o equilíbrio que permite à Infraero manter os aeroportos médios e pequenos em locais pobres e isolados do Brasil. "Sempre acreditei que o melhor caminho para o crescimento da empresa e o cumprimento de sua missão de integração no País é a abertura de capital". A solenidade discreta durou pouco mais de meia hora, foi realizada com a presença de funcionários da Infraero.   "Nessa interinidade, meu objetivo é gerir a Infraero da melhor maneira possível, mostrando que ela é uma das melhores empresas do ramo do mundo. A decisão quanto ao modelo de gestão dessa infra-estrutura aeroportuária, eu deixo para as autoridades responsáveis que são o Ministério da Defesa e a Presidência da República", afirmou Nicácio Silva, após tomar posse no cargo. E completou: "Eu não pretendo de forma nenhuma alimentar polêmicas sobre o assunto".   Na solenidade, o ex-presidente Gaudenzi deixou bem claro em seu discurso que optou por se demitir do cargo por não concordar com a decisão do governo federal de caminhar para a concessão à iniciativa privada dos aeroportos mais rentáveis do País. Os primeiros na fila que podem ser privatizados são os aeroportos do Galeão (RJ) e Viracopos, em Campinas (SP).   Gaudenzi revelou que em sua carta de demissão ao ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou que não seria a pessoa mais indicada para conduzir essa etapa de privatização, por discordar da alternativa. "Escrevi ao ministro que não poderia fazê-lo com entusiasmo, por discordar da tese", afirmou.   O novo presidente limitou-se apenas a agradecer o convívio com Gaudenzi e lembrou que a presidência do antecessor foi marcada pelas ações de recuperação de imagem da Infraero, abalada pelo caos aéreo e pelos dois trágicos acidentes da Gol e da TAM, ocorridos em 2006 e 2007.   Alta temporada   Nicácio Silva assume o comando da estatal na véspera do início da "Operação Feliz 2009" montada pelo Ministério da Defesa, Infraero, Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Comando da Aeronáutica e companhias aéreas para funcionar até janeiro, período de alta temporada, na tentativa de evitar transtornos aos passageiros nos aeroportos. "É possível que haja algum tempo de espera aos usuários devido ao fluxo grande de passageiros, mas medidas estão sendo tomadas para que isso não seja excessivo", declarou o brigadeiro.   A operação consiste em uma reorganização da malha aérea, aumento do número de funcionários da Infraero nos aeroportos para dar informações aos passageiros, maior contato entre as autoridades e as companhias aéreas para que haja monitoramento fino dos horários dos pousos e decolagens e compromisso das empresas aéreas de que haverão aviões disponíveis em caso de emergências. "Caos aéreo é passado", afirmou o novo presidente.   O brigadeiro Cleonilson Nicácio Silva era diretor de Operações da Infraero desde agosto do ano passado quando Gaudenzi assumiu a presidência. Ele é militar da Aeronáutica ainda da ativa e, para assumir o posto na estatal, pediu afastamento temporário de dois anos. O prazo da licença vencerá em julho de 2009.

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