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GDF obtém aval para atuar em óleo e gás

Gigante francesa de energia assumirá fatia que era da mineradora Vale em bloco no Maranhão

ANTONIO PITA / RIO, O Estado de S.Paulo

24 de julho de 2014 | 02h05

A gigante francesa GDF Suez recebeu o aval para entrar na área de exploração e produção de petróleo no País. A empresa obteve da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) a aprovação para assumir uma fatia de 20% no contrato de concessão de um bloco na Bacia do Parnaíba, no Maranhão. Outro bloco na mesma área também deverá ter a aprovação divulgada pela agência reguladora nas próximas semanas. Petrobrás e BP operam a exploração nos blocos.

A aprovação ocorreu no dia 26 de junho, último encontro da diretoria da agência cuja ata foi publicada.

Fontes próximas ao colegiado informaram, entretanto, que o segundo bloco solicitado pela companhia obteve o aval em reunião posterior, ainda não divulgada pela ANP. Oficialmente, a agência diz que o processo ainda está em análise.

As participações pertenciam originalmente à mineradora Vale, que vendeu os ativos em novembro como parte de seu plano de desinvestimento. Os valores do negócio não foram revelados. A aprovação da reguladora era o último obstáculo à concretização do acordo, que já havia sido liberado, em janeiro, pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Com a definição, a GDF passa a ser sócia da Petrobrás e da BP no consórcio que ganhou a concessão das áreas, em 2007. A BP possui 40% e a Petrobrás, os demais 40%. Cada uma é responsável pela operação em um dos poços. Os blocos terrestres foram incluídos na 9ª Rodada de licitações e compreendem cerca de 3 mil km² cada. Ao todo, o consórcio pagou R$ 300 mil pela concessão. De acordo com a ANP, a companhia ainda precisa apresentar à agência o termo de aditivo contratual com a nova composição do consórcio. O prazo máximo para a entrega da documentação é de 30 dias após a comunicação pela agência.

A Bacia do Parnaíba, na região central do Maranhão, tem alto potencial de gás natural. Isso explica o interesse da GDF Suez que vem tentando reduzir os custos com geração própria de energia. Como a empresa avalia que a geração termelétrica será cada vez mais demandada no País, tem aumentado os investimentos na área de gás.

A companhia de origem francesa é a maior produtora privada de energia elétrica do País, com 7% de participação na capacidade total de geração. A empresa controla a Tractebel Energia, e possui, ao todo, 22 usinas geradoras e capacidade instalada de 8.630 Megawatts (MW).

No último ano, o grupo investiu na 12ª Rodada da ANP, realizada também em novembro, adquirindo participações em consórcios de exploração e produção de seis blocos de gás natural na Bacia do Recôncavo, na Bahia. A companhia francesa tem participação de 25% nos blocos, que serão operados integralmente pela Petrobrás, sócia com uma fatia de 40% dos consórcios. A GDF Suez será parceira também da Ouro Preto Óleo e Gás, do ex-diretor da estatal Rodolfo Landim, que possui 35% de participação em cinco blocos. Em outro bloco, o consórcio é com a mineira Cowan.

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