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GDF Suez continuará investindo forte no Brasil, diz presidente

Companhia de energia francesa anuncia que disputará a usina Belo Monte no leilão marcado para dezembro

Daniela Milanese, da Agência Estado,

16 de outubro de 2009 | 11h55

O presidente mundial da GDF Suez, Gerard Mestrallet, afirmou que a empresa vai continuar investindo fortemente no Brasil. "Temos no País a visibilidade e a estabilidade necessárias para tomarmos nossas decisões", disse em entrevista na sede da companhia, em Paris.

 

Os projetos brasileiros ganham destaque na estratégia da empresa em um momento de recuperação mundial considerada ainda "contrastante" e "frágil". "Estamos assistindo a um renascimento bancário espetacular, mas não temos a retomada industrial, a não ser na China e no Brasil, além de alguns países do Oriente Médio e América do Sul."

 

Além do papel dominante na Europa, a GDF Suez está presente nas Américas, África, Ásia e Pacífico, com atuação nos setores de gás e energia.

 

Ele avalia que a percepção de risco sobre o Brasil é atualmente muito mais positiva do que no final da década de 1990, quando a empresa chegou ao País, por meio da compra da geradora Tractebel no leilão de privatização.

 

Ao elogiar a regulação do setor elétrico, citando nominalmente o papel no processo da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, Mestrallet sugere que o mesmo modelo seja aplicado ao segmento de energia nuclear, hoje restrito ao setor público. A área privada vem fazendo pressão para uma abertura do sistema e a França tem experiência na área. "A aplicação do mesmo modelo na energia nuclear pode fazer sentido."

 

Depois de levar a Usina de Jirau por US$ 5 bilhões, a GDF Suez já se prepara para disputar Belo Monte, um projeto ainda maior. "Decidimos participar dos leilões mais importantes do País", disse. "O valor dos nossos investimentos vai depender dos projetos do governo e da concorrência, podemos ganhar todos ou perder todos."

 

A GDF Suez também tem interesse em entrar no setor de gás brasileiro, aproveitando-se de sua experiência mundial na área, em uma possível parceria com a Petrobrás. Mestrallet conta que está trocando informações com a estatal e reuniu-se com o presidente José Sérgio Gabrielli, recentemente, em Paris. O encontro teve apresentação sobre um projeto da GDF na Austrália, de exploração de gás por meio de uma plataforma flutuante - indicada para reservas menores, que se esgotam em até quatro anos.

 

Sem querer entrar em detalhes sobre o formato de uma atuação futura no segmento de gás no Brasil, o presidente da GDF cita que, na Austrália, a companhia é dona de reservas e irá fazer a exploração e comercialização. "Para ser claro: somos o maior vendedor de GNL nos Estados Unidos, mas não vendemos gás no Brasil, por enquanto."

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