GE do Brasil tem novo presidente

Alexandre Silva deixa o cargo e será substituído por Marcelo Mosci

Ana Paula Lacerda, O Estadao de S.Paulo

04 de outubro de 2007 | 00h00

A partir de hoje, Alexandre Silva não vai mais precisar esperar pelos fins de semana para praticar mergulho de apnéia. ''''Se alguém me ligar avisando que o dia está lindo no litoral, posso ir na mesma hora'''', comenta o agora ex-presidente da GE no Brasil. Aos 62 anos, seis deles na presidência da multinacional no Brasil, o executivo está se aposentando após fazer a GE dobrar de tamanho nos últimos quatro anos, alcançando um faturamento de US$ 2,5 bilhões no País.Não que ele atribua isso somente a méritos próprios. ''''O mundo inteiro estava passando por uma boa fase. o Brasil surfou essa onda. A GE só acompanhou.'''' E as previsões são otimistas. ''''Acredito que a empresa pode dobrar de tamanho de novo até 2010.''''Nesse período, a empresa estará sob o comando de Marcelo Mosci, que assume a GE no Brasil e na América Latina. Segundo Silva, o último ano foi basicamente de transição,Alexandre Silva assumiu a GE no Brasil de forma inusitada. ''''Eu era presidente da Celma (Companhia Eletromecânica, empresa de revisão de turbinas). Era o nariz do mosquito, o chefe de lá. Aí a empresa foi comprada pela GE e virei só um rabo de elefante. Em 2001, a cadeira de presidente da GE no Brasil ficou vaga. Mandei um e-mail para o chairman e disse que queria assumir, porque conhecia o mercado local e tinha contatos. Passaram 15 dias, não recebi resposta e achei que tinha feito besteira.''''Mas a resposta veio. ''''Marcaram uma entrevista para 15 de setembro de 2001. Obviamente não deu pra ir, né? Dias antes caíram as torres gêmeas (o atentado terrorista ao World Trade Center)''''. O executivo conversou com os entrevistadores por teleconferência. ''''Enchi a parede da sala de cartazes com a cola de todas as informações que eu tinha do Brasil. Não teve uma pergunta que eu não soubesse.'''' E assim ele se tornou o primeiro brasileiro a assumir a GE do Brasil.Agora, ele pretende se dedicar a atividades que ele classificou como ''''mais densas'''': conselhos de empresas e coaching. ''''Pretendo fazer business coaching'''', diz. ''''Muitas vezes o executivo precisa tomar decisões difíceis, ou é novo no cargo, e a visão de alguém de fora pode ser muito útil.''''

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