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E-Investidor: Itaúsa, Petrobras e Via Varejo são as ações queridinhas do brasileiro

GE insiste no pedido de falência da Transbrasil

A General Electric Capital Co. - líder mundial em leasing de aeronaves - iniciou nova ofensiva contra a Transbrasil. Depois de ser derrotada, no ano passado,ao pedir instauração de processo de falência contra a companhia aérea, a GE retomou, sábado, duas turbinas de Boeing 767 que ainda estavam no hangar da empresa em Congonhas. Além disso, a multinacional conseguiu que, amanhã (26), a 9.ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo julgue recurso no processo de falência, em que alega ser credora de nota promissória de US$ 2.694.074,42, emitida e não paga pela Transbrasil.O tribunal também irá julgar a apelação da companhiaaérea, que acusa a GE de litigância de má-fé. A companhia, que não opera há quase quatro meses, ainda mostra fôlego para alegar em outro processo, que a "perseguição" da GE teve origem em fevereiro de 2000, quando se recusou a ceder a pressões para declarar perda total de um Boeing 737-400 acidentado em pouso no Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre.Constam no processo os relatos de dois engenheiros daTransbrasil, um deles o atual diretor de Manutenção da Gol,Francisco Eustáquio Mendes. O objetivo da multinacional, segundo os relatos, seria receber a indenização da seguradora, que estaria superavaliada. O avião foi reparado no hangar de manutenção da Varig e, na mesma época, a GE retomou seis aviões arrendados à Transbrasil."A GE quer quebrar a Transbrasil e nada impede que,depois, faça isso com outras companhias brasileiras", diz oporta-voz da empresa, Carlos Badra, contando que as turbinas foram levadas em um caminhão, pela pista do Aeroporto de Congonhas, sob supervisão de um oficial de Justiça que não deixou nenhum documento. O aval para a ação da GE foi obtido na quinta-feira, quando o juiz Marcos Tamássia, da 1.ª Vara Cível do Fórum Regional do Jabaquara, autorizou a empresa a retomar três turbinas e documentos referentes a contratos de leasing.Já o recurso a ser avaliado amanhã pelo TJ contesta adecisão da juíza Cintia Adas, da 19.ª Vara Cível da Capital, que em 30 de julho de 2001 julgou improcedente o pedido de falência contra a Transbrasil, em razão da existência de outra ação, na 22.ª Vara Cível, em que a companhia pleiteia nulidade da cobrança.No recurso, a GE alerta que a existência da ação não é motivo para não honrar a dívida. O Estado contatou o escritório do advogado da GE, Joaquim Manhães Moreira, sem retorno.

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