GE: País precisa acabar com o gargalo da infraestrutura

O presidente da divisão latino-americana da GE Óleo & Gás, João Geraldo Ferreira, disse que o principal ponto a ser combatido por quem ocupar a Presidência da República a partir de 2015 é a infraestrutura deficiente, que derruba a competitividade dos produtos brasileiros. Segundo ele, uma logística eficiente vai se refletir no setor produtivo e um melhor posicionamento do País no comércio entre países. "O foco deve ser sobre a infraestrutura", disse.

WLADIMIR D'ANDRADE, SUZANA INHESTA, FERNANDO TRAVAGLINI E ANA FERNANDES, Agencia Estado

26 de maio de 2014 | 13h44

Ferreira citou como exemplo a produção de soja, cujo custo de produção é o mais competitivo do mundo, mas que perde essa vantagem no escoamento da safra para o porto. Ele defendeu um esforço para aumentar para aproximadamente 23% do porcentual do Produto Interno Bruto (PIB) os investimentos no Brasil. Ferreira participou de evento da série Cafés da Manhã Estadão Corpora, que hoje teve a presença do pré-candidato Eduardo Campos (PSB).

Sobre o setor de óleo e gás, o executivo da GE mencionou a política do governo que dá preferência à produção nacional. Disse que os estímulos são importantes para o desenvolvimento da indústria de ponta brasileira, mas alertou para que a política não torne o País mais fechado ao comércio internacional. "A política de conteúdo local tem prazo de validade", disse, deixando claro, porém, que esse momento ainda não chegou. "Temos de tomar cuidado para que o Brasil não se feche para o mundo", afirmou.

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