Geadas ainda não afetaram agricultura

Temperatura mínima na semana passada foi registrada em Campos do Jordão, com 2,8 graus e geada fraca

Ana Ávila, O Estado de S.Paulo

22 de junho de 2011 | 00h00

Uma massa de ar frio manteve as temperaturas baixas durante a última semana do outono. Os menores valores foram registrados nas regiões de serras. Em Campos do Jordão a mínima chegou a 2,8 graus, com registro de geada fraca, entretanto não foram observadas geadas de importância agrícola no Estado. Não houve chuva, à exceção de Iguape, que registrou apenas 4 milímetros.

A queda da temperatura manteve a taxa de evapotranspiração abaixo de 2 milímetros por dia, reduzindo o ritmo de queda da umidade e a deficiência hídrica. Mesmo assim, a umidade do solo voltou a cair e está em nível adequado para manejo e desenvolvimento das plantas: acima de 60% em Campinas, Garça, Iguape, Itapeva, Piracicaba, Ribeirão Preto e São Carlos. A situação é mais crítica, com umidade abaixo de 40%, em Barretos, Ilha Solteira, Presidente Prudente, Votuporanga, Jaú e Jaboticabal.

A falta de chuva vem comprometendo o milho safrinha em algumas localidades do oeste e noroeste, como Presidente Prudente, Guaíra e Ituverava. Seguir o período de plantio recomendado pelo zoneamento agrícola e utilizar técnicas de manejo como plantio direto na palha minimizam os riscos. O plantio direto, além de beneficiar as lavouras, reduz as perdas de água por evaporação, reduz a temperatura e a amplitude térmica do solo, e age contra a ação de ventos, aumentando a disponibilidade de água para as plantas. Nas videiras de Jales e Fernandópolis prossegue o tratamento fitossanitário para controlar e prevenir o surgimento do oídio. Em Vinhedo, Jundiaí e Indaiatuba, os vitivinicultores aproveitam para fazer a poda de produção.

Pastagens. A elevação da disponibilidade de água no solo foi benéfica para as pastagens, que vinham sofrendo com o frio e a falta de chuvas das semanas anteriores. A expectativa é a de que as gramíneas encontrem condições para a rebrota, aumentando a oferta de alimento para o gado e facilitando o trabalho dos pecuaristas.

A chuva também foi benéfica para os pomares de laranja e tangerina de Jaboticabal, Marília e Matão. Os frutos em fase de crescimento necessitam de água para uma boa produtividade. Nos canteiros de morango de Monte Alegre do Sul, Atibaia e Jarinu, parte da produção foi danificada com o granizo da semana anterior e agora os produtores aproveitam para fazer os tratos culturais e a colheita. Em Itapetininga, segue a colheita do caqui e da atemoia.

ANA MARIA H. DE AVILA É PESQUISADORA DO CEPAGRI/UNICAMP. PARA MAIS INFORMAÇÕES SOBRE TEMPO E CLIMA, ACESSE WWW.AGRITEMPO.GOV.BR

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