Geadas destroem plantações de hortaliças no Sul

Em cidades próximas à capital catarinense, lavouras de produtos como brócolis e couve-flor foram dizimadas

ULIO CASTRO , ESPECIAL PARA O ESTADO , FLORIANÓPOLIS, O Estado de S.Paulo

25 de julho de 2013 | 02h22

JO frio intenso trouxe prejuízos para a agricultura em dezenas de municípios catarinenses. A forte geada na manhã de ontem dizimou 70% da produção agrícola do município de Angelina, a cerca de 70 quilômetros de Florianópolis.

Plantações de repolho, couve-flor, brócolis, alface, beterraba, fumo e morango, entre outras hortaliças, que representam 80% da economia da cidade de 5,7 mil habitantes, foram completamente destruídas.

Segundo o prefeito José Nilton da Silva, resta ao município recorrer aos recursos subsidiados pelo governo estadual e federal para recompor as perdas dos agricultores. "O dinheiro que nossos agricultores retirariam da terra não tem mais como ser recuperado. As perdas foram grandes", comentou José Nilton. "Os prejuízos começaram com a neve. Veio a geada e complicou ainda a situação financeira de nossos colonos."

Assim como em Angelina, as cidades de Rancho Queimado, Major Gercino, Leoberto Leal, Chapecó, Joinville, Jaraguá do Sul e Lages também contabilizaram perdas na agricultura e pecuária. Em Apiúna, na região do vale do Itajaí, o prejuízo nas plantações de fumo e de reflorestamento de eucaliptos é estimado em R$ 500 mil.

Interior paulista. Geadas de média intensidade atingiram 34 mil hectares de trigo na região de Sorocaba. Pelo menos 80% dos trigais estão em fase sensível aos efeitos do frio, mas a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado disse que só será possível estimar as perdas nos próximos dias. No município de Ribeirão Branco, viveiros de mudas de tomate foram protegidos por coberturas plásticas, mas as plantas que estavam nas bordas foram afetadas pelo frio. A cidade responde por 50% da produção de tomate de mesa do Estado. / COLABOROU JOSÉ MARIA TOMAZELA, DE SOROCABA

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