Geithner defende plano de regulação financeira dos EUA

No Congresso, secretário do Tesouro diz que projeto não resolve todos os problemas, mas deve ser aprovado

Nathália Ferreira, da Agência Estado, e Dow Jones,

18 de junho de 2009 | 11h39

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Timothy Geithner, disse a senadores nesta quinta-feira, 18, que, embora o plano de reforma regulatória financeira do governo Obama não responda a todos os problemas, vai ajudar a evitar crises futuras ao tornar o sistema financeiro menos vulnerável. Desta forma, o Congresso deveria seguir adiante com os planos de tornar o sistema financeiro mais seguro. "Não podemos arcar com a falta de ação", disse Geithner, em depoimento preparado para o Comitê Bancário do Senado, acrescentando que o plano abrangente responde aos desafios mais essenciais que o sistema financeiro enfrenta.

 

Veja também:

linkOs principais pontos da reforma financeira dos EUA

especialAs medidas do Brasil contra a crise

especialAs medidas do emprego

especialDe olho nos sintomas da crise econômica 

especialDicionário da crise 

especialLições de 29

especialComo o mundo reage à crise 

 

Geithner deve passar boa parte do dia respondendo a questões de congressistas sobre o plano do governo Obama para reescrever as regras financeiras do país. Ele depõe durante a manhã no comitê do Senado antes de seguir para o Comitê de Serviços Financeiros da Câmara, à tarde.

 

"Precisamos construir uma nova base para a regulação e supervisão financeira que seja mais simples e aplicada mais efetivamente, que proteja consumidores e investidores, que recompense a inovação e que seja capaz de se adaptar e evoluir com as mudanças no mercado financeiro", afirmou ele no depoimento.

 

O governo Obama divulgou ontem seu plano amplo para reformar a regulação financeira e tentar evitar novas crises no sistema. Como parte do plano, o Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano) ganharia novos poderes para supervisionar grandes instituições financeiras que possam representar uma ameaça aos mercados. Um conselho de reguladores liderado pelo Tesouro dos EUA ajudaria a monitorar as instituições.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.