Geithner descarta guerras comerciais ou cambiais

O secretário do Tesouro dos EUA, Timothy Geithner, descartou a perspectiva de uma guerra comercial com a China ou de uma disputa global de desvalorizações de moedas. "Não vamos ter uma guerra comercial e não vamos ter guerras cambiais, eu nem sei o que isso significa, mas as pessoas têm falado nisso", disse Geithner, durante um debate promovido hoje pela revista The Atlantic e pelo Instituto Aspen.

RENATO MARTINS, Agencia Estado

30 de setembro de 2010 | 19h05

A declaração foi feita depois de o ministro da Fazenda do Brasil, Guido Mantega, ter dito que uma "guerra cambial internacional" começou e acusou os EUA, o Japão e outros países desenvolvidos de estarem desvalorizando suas moedas como forma de estimular o crescimento de suas exportações. A Câmara dos EUA, por sua vez, aprovou na noite de ontem um projeto de lei que impõe sanções comerciais contra a China caso o país asiático não valorize sua moeda.

Geithner disse acreditar que o governo dos EUA possa manejar suas relações com a China de modo a fazer progressos em questões como o câmbio e os direitos de propriedade intelectual, e que "uma fração substancial" da liderança chinesa entende a importância de uma reforma no regime cambial do país.

Indagado sobre se isso significa que o governo do presidente Barack Obama se opõe ao projeto de lei aprovado pela Câmara, o secretário disse que não pretendia sugerir isso. Para ele, o governo vai julgar esse projeto (que ainda depende de aprovação pelo Senado) com base em se ele é consistente com as obrigações internacionais dos EUA e "se vamos obter benefícios que superem os riscos de adotá-lo". As informações são da Dow Jones.

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