Geithner diz confiar em acordo sobre dívida dos EUA

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Timothy Geithner, afirmou hoje que está confiante de que o país vai evitar uma crise de default (não pagamento da dívida pública) neste verão (no hemisfério norte). Segundo ele, os formadores de políticas estão perto de um acordo sobre uma ampla estrutura orçamentária.

DANIELLE CHAVES, Agencia Estado

21 de junho de 2011 | 12h41

"Nós vamos ter uma estrutura de redução de déficit bipartidária, abrangente e de longo prazo. A questão é: qual será a forma dessa estrutura?", declarou Geithner, durante um fórum do Wall Street Journal. Os republicanos do Congresso norte-americano afirmaram que não vão aumentar o teto legal de endividamento do país, a menos que haja um acordo para controlar a crescente dívida.

Segundo Geithner, um grupo bipartidário liderado pelo vice-presidente dos EUA, Joe Biden, fez "bastante progresso" até agora. Existe um amplo consenso para entre US$ 4 trilhões e US$ 5 trilhões em economias durante a próxima década, embora Geithner tenha alertado que isso pode não vir inteiramente de cortes de gastos.

"Nós vamos nos reunir todos os dias no restante desta semana", disse Geithner. "Nós estamos chegando perto, mas precisamos fazer progresso nesta semana", acrescentou. Os EUA atingiram o limite de endividamento em 16 de maio e o Tesouro tem tomado medidas que chama de "extraordinárias" para evitar superar o teto de US$ 14,294 trilhões. No entanto, essas ações apenas oferecem um alívio temporário - o Tesouro estima que o governo vai esgotar sua autoridade para tomada de empréstimos em 2 de agosto e poderá, então, entrar em default.

Geithner tem pedido que o Congresso eleve o limite de dívida bem antes do prazo de 2 de agosto e alerta para consequências catastróficas para a economia e o mercado, caso o país não pague suas contas. O governo de Barack Obama e líderes do Congresso esperam chegar ao menos a um esboço de um acordo, no começo de julho, para dar aos parlamentares um mês para levar o projeto às duas casas do Congresso antes de 2 de agosto. As informações são da Dow Jones.

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