Geithner diz ser muito cedo para fim de estímulos à economia

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Timothy Geithner, afirmou neste sábado que ainda é muito cedo para se retirar os estímulos financeiros às principais economias do mundo, mas disse que os governos devem se comprometer com políticas fiscais mais sustentáveis no futuro.

DAVID LAWDER, REUTERS

13 de junho de 2009 | 16h30

"O crescimento deve permanecer como o principal foco das políticas do G8 e também das economias do G20", disse Geithner em uma entrevista coletiva após o encerramento do encontro de dois dias dos ministros da Fazenda do G8 na Itália.

Ele afirmou que a recuperação ainda não chegou, e que os governos precisam reforçar o recente aumento da demanda global.

"Ainda é muito cedo para adotar uma política de contenção", disse Geithner. "A recuperação econômica e financeira, no entanto, vai ser mais forte e mais sustentável se nós deixarmos claro hoje que nós vamos retornar à sustentabilidade fiscal quando a tempestade passar totalmente."

Por essa razão, ele disse que os Estados Unidos estão comprometidos em diminuir o déficit fiscal rapidamente para um nível sustentável, começando em 2011, e vão trabalhar para reduzir os custos de serviços de saúde de longo-prazo que estão contribuindo para o déficit.

Os comentários de Geithner reproduziram em parte o comunicado oficial emitido pelos ministros após o encontro, que mencionou a necessidade preparar "estratégias de saída" para os estímulos adotados para impulsionar o crescimento.

Geithner, que disse ver a "força da tempestade econômica diminuindo", afirmou à BBC que espera uma recuperação sólida antes da retirada dos estímulos.

"Nós ainda não temos uma economia que está crescendo em lugar nenhum perto do potencial. Nós queremos ver uma recuperação firmemente estabelecida antes de começar a enfrentar o próximo desafio", afirmou.

Tudo o que sabemos sobre:
CRISEGEITHNERESTIMULOCEDO*

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.