Geithner estuda deixar governo Obama, dizem fontes

O secretário do Tesouro norte-americano, Timothy Geithner, está considerando deixar o cargo no final deste ano, mas não tomará nenhuma decisão até a conclusão das negociações sobre o limite da dívida, disseram na quinta-feira pessoas próximas a ele.

REUTERS

30 de junho de 2011 | 20h38

Uma autoridade do Tesouro confirmou que Geithner ainda não tomou nenhuma decisão. Questionado sobre seus planos para o futuro durante um evento em Chicago, ele disse:

"Eu trabalhei apenas no serviço público. Vivo por este trabalho. É a única coisa que fiz. Acredito nele. Temos muitos desafios como país, e vou continuar fazendo isso num futuro próximo", disse.

Mais cedo, a Bloomberg News citou fontes não identificadas segundo as quais questões familiares estão entre os motivos que Geithner está considerando. A ABC News reportou que há "muitas dúvidas" para dizer que Geithner definitivamente deixará o cargo.

Uma pessoa familiar com o pensamento do secretário disse que o chefe do Tesouro percebe que tem uma janela para potencialmente deixar o governo após um acordo para elevar o limite de dívida e reduzir o déficit ser alcançado.

Geithner, de 49 anos, reafirmou seu compromisso.

"As pessoas estão um pouco preocupadas ou interessadas porque eu tenho uma família, meu filho está voltando para Nova York para terminar o colégio e vou ficar indo e vindo por algum tempo", afirmou durante conferência em Chicago.

Ele é o último remanescente da primeira equipe econômica do presidente Barack Obama. O chairman do Conselho de Assessores Econômicos, Austan Goolsbee, está planejando deixar o governo em agosto para voltar à Universidade de Chicago.

Goolsbee afirmou à CNBC na quinta-feira que a notícia de que Geithner considera sair do governo é "um pouco surpreendente". "Ele é um bom amigo. Sei que seu principal foco no momento é ter esse teto da dívida e a redução do déficit", disse.

Geithner vem alertando ao longo do ano sobre as consequências catastróficas caso o Congresso fracasse nas tentativas de aumentar o limite estatutário de dívida dos EUA --hoje em 14,3 trilhões de dólares-- e o país entre em default.

O secretário tem dito que o Tesouro não será mais capaz de pagar as obrigações da nação, incluindo os juros da dívida nacional, após 2 de agosto.

Geithner tem passado a maior parte de sua carreira no setor público e não possui cargo em universidade ou banco à sua espera.

Antes de assumir o principal posto do Tesouro, ele ocupou a presidência do Fed de Nova York. Antes disso, desempenhou importantes papéis no Fundo Monetário Internacional (FMI) e no Tesouro durante o governo do ex-presidente Bill Clinton.

(Reportagem de Tim Ahmann, Glenn Somerville, Rachelle Younglai e David Lawder)

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