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Geithner: imóveis comerciais não trarão nova crise

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Timothy Geithner, expressou confiança de que o aprofundamento dos problemas do setor imobiliário comercial não puxará a economia de volta à crise. O setor de imóveis comerciais emergiu como a mais recente preocupação para os bancos e para os técnicos do governo em meio a uma maré de baixas contábeis e de queda dos valores dos ativos que, na avaliação de alguns bancos, não chegará ao pico até meados de 2010.

CLARISSA MANGUEIRA, Agencia Estado

30 de outubro de 2009 | 07h48

"Acho que a economia pode lidar com isso", afirmou Geithner numa audiência em Chicago ao ser questionado se os imóveis comerciais poderiam reverter a recuperação econômica. Ele reconheceu, porém, que se trata de um problema difícil de ser enfrentado diretamente pelo governo. Em declarações no Clube Econômico de Chicago, o secretário desafiou os executivos de bancos a recuperarem a confiança do consumidor após a crise financeira mundial.

No dia em que os dados do Produto Interno Bruto (PIB) mostraram que a economia americana cresceu 3,5% no terceiro trimestre, melhor do que o esperado, o secretário do Tesouro afirmou que a dependência do setor privado - e das exportações em particular - significa que a recuperação poderá ser mais lenta do que nas crises anteriores, quando a retomada foi liderada pelo consumo.

No entanto, ele saudou a alta da taxa de poupança privada e disse que a crise provocou uma mudança cultural. "Acho que ela vai mudar o comportamento de uma geração de americanos. As pessoas vão olhar mais à frente e desenvolver uma proteção maior", declarou. Geithner descreveu o primeiro trimestre de crescimento econômico em mais de um ano como "amplo e forte", destacando que a recuperação não se apoiou apenas nos incentivos ao setor automotivo e no plano de estímulo do governo. "Pode-se dizer com certeza que o sistema financeiro está estável (e que) a economia se estabilizou."

Segundo Geithner, um mix "temporário" de estímulo e cortes de impostos ainda é o único caminho viável para a recuperação, embora os concomitantes déficits orçamentários tenham de ser enfrentados "muito dramaticamente". As informações são da Dow Jones.

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