Evan Vucci/AP
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Geithner sabia parcialmente de bônus a executivos da AIG

Em audiência em comitê, secretário do Tesouro diz que não teve informações completas até 10 de março

Ana Conceição, Agência Estado

24 de março de 2009 | 11h33

O secretário do Tesouro dos EUA, Timothy Geithner, disse nesta terça-feira, 24, em audiência no Comitê de Serviços Financeiros da Câmara que não tinha informações completas sobre os bônus pagos pela AIG até o dia 10 de março. Na semana passada, a notícia de que os executivos da seguradoras receberiam US$ 165 milhões em bônus desencadeou uma onda de revolta no país. "Considero tais pagamentos profundamente perturbadores", afirmou.

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O secretário também disse que divide com a população americana a frustração com as práticas de pagamentos de bônus da seguradora e disse que a questão do pagamento excessivo vai além da AIG e que o caso denota "falhas mais amplas" do sistema financeiro do país.

"Divido a raiva e a frustração da população, não apenas sobre as práticas de compensação da AIG, mas com o fato de nosso sistema financeiro ter permitido uma escala de tomada de riscos que causou graves danos a todos os norte-americanos", disse. Além dele, também prestarão depoimentos na audiência, o presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, e o presidente do Fed de Nova York, William Dudley.

De acordo com o discurso preparado para a audiência obtido pela Dow Jones, Geithner disse aos deputados que todas as empresas e mercados importantes sob o ponto de vista sistêmico precisam ser fortemente supervisionados, o que inclui limites para a tomada de riscos. O foco da audiência na Câmara é a ajuda do governo dos EUA à gigante AIG, mas o secretário do Tesouro usou sua fala para pedir novas regras, que impediriam outro caso como o da AIG, em que o governo canalizou um grande volume de recursos dos contribuintes para salvar a empresa.

Mais regulação

Geithner também sublinhou a necessidade de uma legislação para dar ao governo federal novos poderes regulatórios para lidar com instituições financeiras, cujas falhas podem colocar em risco todo o sistema. Ele acrescentou, em seu discurso preparado, que o secretário do Tesouro deve ser a autoridade que determinaria quando usar tais poderes regulatórios, um elemento chave do plano da administração Barack Obama para enfrentar o chamado risco sistêmico. Isso significaria que o governo federal poderia, por exemplo, revisar acordos para pagamentos de executivos e carteiras arriscadas de derivativos

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