Geithner: sem apoio, EUA crescerão abaixo do potencial

A economia mundial está numa "segunda desaceleração dessa recuperação" e mais precisa ser feito em relação à crise da dívida europeia antes que esta se torne mais severa, disse o secretário do Tesouro americano, Timothy Geithner.

FÁBIO ALVES, Agencia Estado

24 de setembro de 2011 | 14h11

Geithner, em comunicado ao Comitê Financeiro e Monetário Internacional, responsável pela gestão de políticas do Fundo Monetário Internacional (FMI), exortou os líderes europeus a endereçar conclusivamente os problemas da região antes de a crise tornar-se mais severa para "criar uma proteção para evitar maior contágio".

"A ameaça de calote em cascata, corrida aos bancos e risco catastrófico precisa sair de cena, pois do contrário irá minar todos os outros esforços, tanto na Europa quanto globalmente", afirmou Geithner.

Ele também disse que a economia dos Estados Unidos também precisa de mais apoio, na forma de um pacote de medidas apresentado pelo presidente Barack Obama para estimular o crescimento e a criação de empregos.

"Sem apoio adicional de curto prazo, a política fiscal dos Estados Unidos será demasiadamente contracionista e a economia norte-americana provavelmente crescerá abaixo do seu potencial em 2012", disse Geithner.

Ele disse que uma vez que a demanda permanece fraca nas economias desenvolvidas, os países emergentes terão de aumentar seu consumo doméstico para dar suporte ao crescimento econômico mundial.

"China e outras economias emergentes com superávits têm espaço considerável para aumentar o consumo e fortalecer a demanda doméstica, ao permitir que suas taxas de câmbio se ajustem às forças de mercado e ao mesmo tempo diminuem as pressões inflacionárias", disse. Os comentários de Geithner foram feitos no momento em que os líderes econômicos mundiais se reúnem em Washington para debater a crise da dívida soberana europeia e os desafios para a economia global.

Em outro comunicado, Geithner disse que apoiou a decisão do Banco Mundial de triplicar a ajuda financeira aos países da região conhecida como "Chifre da África" para lidar com a crise humanitária causada pela seca e fome.

Geithner também deu as boas vindas ao Conselho de Transição Nacional da Líbia, o novo órgão de governo que assumiu o poder depois de derrubar o regime do coronel Moammar Gadhafi.

"O sucesso dessas democracias emergentes dependerá em construir economias fortes e inclusivas para melhorar as vidas das pessoas, especialmente dos jovens", disse Geithner. As informações são da Dow Jones.

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