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Geithner vê recessão grave e diz que EUA liderarão reformas

Secretário do Tesouro pede ao G-20 medidas macroeconômicas para lidar com a pior crise em décadas

Suzi Katzumata, da Agência Estado

11 de março de 2009 | 15h05

Diante de um importante encontro neste final de semana em Londres, o secretário do Tesouro, Timothy Geithner, pediu que os países do G-20 tomem fortes medidas macroeconômicas e para o setor financeiro para lidar com a pior crise econômica em décadas. "A recessão global está aprofundando", disse. "Esta é uma crise global que pede uma resposta global."O secretário afirmou que os EUA estão preparado para assumirem a liderança em uma reforma geral da regulamentação financeira internacional. "Agora é hora de ação".    Veja Também: De olho nos sintomas da crise econômica  Dicionário da crise  Lições de 29 Como o mundo reage à crise    Na terça-feira, a Casa Branca disse que o presidente Obama espera ter novas regulamentações para fiscalizar Wall Street e os mercados financeiro implementadas no final do ano. "A esperança do presidente é que avancemos rapidamente", disse o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs.   No mês passado, Obama reuniu um grupo de altos funcionários para começar a projetar as novas regras para as instituições financeiras nos preparativos para o encontro de cúpula do G-20.   Embora Obama atribua parte da crise financeira à frouxa regulamentação, o presidente tem dado poucos detalhes concretos de seus planos e espera-se que ele adote uma série de princípios, ao invés de um remédio específico, no encontro em Londres no próximo mês.   "Qualquer mudança vai levar tempo. O presidente começou esse processo com membros do Congresso", disse Gibbs. "O presidente permanece comprometido... Em assegurar que teremos a estrutura regulatória que venha ao encontro de nosso sistema econômico do século 21", acrescentou.   No G-20   Geithner observou que os ministros de Finanças do G-20 têm dois principais itens na agenda: assegurar a recuperação e reiniciar o crescimento e renovar a regulamentação financeira internacional.   O secretário do Tesouro observou que o FMI tem solicitado os países a adotarem planos de estímulo fiscal de 2% do PIB agregado para 2009 e 2010. Ele descreveu essa medida como "razoável" e pediu às nações do G-20 que se "comprometam substancialmente e ações sustentadas" para lidar com a crise. Ele acrescentou que o G-20 deve pedir ao FMI que informe trimestralmente sobre os esforços dos países.   Além disso, ele disse que o G-20 deve apoiar a elevação dos recursos de emergência do FMI, principalmente através da expansão dos Novos Arranjos para Empréstimos (NAB, na sigla em inglês). O NAB pode ser elevado em até US$ 500 bilhões e o número de membros pode ser expandido para incluir mais países G-20, disse.As informações são da Dow Jones.

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