George Soros defende Tesouro comum para a zona do euro

Em artigo no 'FT', megainvestidor também propõe que bancos importantes fiquem sujeitos ao 'direcionamento' do BCE com relação à manutenção de linhas de crédito e empréstimos

Ricardo Gozzi, da Agência Estado,

29 de setembro de 2011 | 18h52

 As autoridades monetárias europeias precisam agir rápido e dar "três passos ousados" para recuperar o controle sobre os mercados financeiros, escreve o megainvestidor George Soros em artigo de opinião publicado hoje na edição online do Financial Times. Caso contrário, avalia ele, o resultado provável seria uma segunda Grande Depressão.

Primeiro, escreve Soros, os governos dos 17 países da zona do euro precisariam de um novo tratado para estabelecer um Tesouro comum. Em segundo lugar, bancos de "importância sistêmica" devem estar sujeitos ao "direcionamento" do Banco Central Europeu (BCE) com relação à manutenção de linhas de crédito e empréstimos, para que a autoridade monetária possa monitorar o risco para os próprios bancos; em contrapartida, os bancos receberiam "garantias temporárias e recapitalização permanente" por meio da Linha de Estabilidade Financeira Europeia (EFSF). Por fim, o BCE reduziria sua taxa de redesconto para que países como Itália e Espanha possam temporariamente refinanciar suas dívidas a um juro mais baixo.

Na opinião de Soros, os três passos em questão "acalmariam os mercados e dariam à Europa tempo para desenvolver uma estratégia de crescimento, sem a qual o problema da dívida não pode ser solucionado". As informações são da Dow Jones.  

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