Georgia e Novo México pedem fim de regra sobre etanol nos EUA

Dois Estados norte-americanos que dependem da indústria de criação animal estão somando suas vozes à série de Estados que pedem que Washington alivie a pressão sobre os preços do milho através da suspensão das regras que destinam uma grande fatia da safra para produção de etanol.

Reuters

22 de agosto de 2012 | 10h01

Georgia, centro da produção de aves dos Estados Unidos, e Novo México, com sua grande indústria de gado, pediram esta semana que as autoridades federais suspendam um programa que encoraja converter milho em etanol combustível.

Cerca de 13 bilhões de galões de etanol serão misturados à gasolina este ano, sob o regime federal de combustíveis renováveis, para impulsionar as fontes domésticas de energia. As regras podem ser dispensadas por um apelo formal do Estado à Agência Proteção Ambiental dos EUA (EPA, na sigla em inglês).

Produtores de animais reclamam que a demanda por etanol desvia erroneamente uma grande fatia do milho que eles precisam para ração e eleva os preços já inflacionados por uma longa temporada de tempo seco.

Produtores de aves na Georgia estão gastando cerca de 1,4 milhão de dólares a mais com ração diariamente, devido à seca e às regras do etanol, escreveu o governador da Georgia, Nathan Deal, em carta à EPA, em busca de uma renúncia ao mandato do etanol.

Contudo, produtores de milho afirmam que cerca de um terço do etanol derivado do milho vem de ração animal e que o mandato possui outras flexibilidades embutidas que podem ser tentadas antes de abandonar o programa.

"Ignorar (esses fatos) exagera o impacto do etanol na oferta de milho", disse Matt Hartwig, porta-voz da Associação de Combustíveis Renováveis.

(Reportagem de Patrick Rucker e reportagem adicional de Ayesha Rascoe em Washington e David Beasley em Atlanta)

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