Geração de emprego formal é recorde no acumulado do ano

Número de vagas com carteira assinada criadas no País até o mês de outubro chega a 1.812.252

Isabel Sobral, da Agência Estado,

14 de novembro de 2007 | 16h38

A geração de vagas de emprego com carteira assinada no Brasil soma 1.812.252 novos postos até o mês de outubro, o maior saldo da série histórica - iniciada em 1992 - para este período. As informações constam do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho, divulgado nesta quarta-feira, 14. De janeiro a outubro de 2006, foram criados 1.513.600 empregos com carteira assinada. Apenas no mês de outubro, a economia brasileira gerou 205.260 empregos. Este número representou um crescimento de 0,70% em relação ao estoque de empregos formais da economia de outubro. Em outubro de 2006, foram criados 129.795 novas vagas.  De acordo com o Caged, em outubro a indústria gerou 60.034 novos empregos formais. O comércio criou 63.773 vagas, enquanto o setor de serviços gerou 67.751 postos. Novembro O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, afirmou nesta quarta que há indicações de que o mês de novembro registre um "saldo em torno de 100 mil" novos postos de trabalho com carteira assinada. Ele antecipou ainda que no mês de dezembro deverá haver mais demissões que contratações, como tradicionalmente ocorre neste período. ""Dezembro vai ter queda (nas contratações), mas será a menor da história", afirmou.Com isso, o ministério projeta que 2007 termine com um saldo positivo na geração de empregos com carteira assinada em torno de 1,6 e 1,65 milhão de novas vagas. "Tem muita influência de contratação pré-natalina no comércio e na indústria. Na construção civil, porém, o forte crescimento não tem correlação com o Natal e o setor tem sido o grande fenômeno do ano", comentou o ministro. Lupi afirmou ainda que as vendas do comércio no Natal deverão ser as maiores da história neste ano. "O comércio vai ter o melhor Natal da história do Brasil", disse.  O Caged é um cadastro que registra mensalmente, desde 1992, todas as contratações e demissões realizadas por meio das regras da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Ficam de fora dessa estatística os servidores públicos contratados por regime estatutários.

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