Geração de vagas formais supera 2 milhões no ano pela 1ª vez

Número, muito adiantado pelo ministro do Trabalho, atingiu 2.086.570 vagas com carteira no acumulado de 2008

Isabel Sobral, da Agência Estado,

15 de outubro de 2008 | 15h27

A geração de emprego com carteira assinada no País atingiu pela primeira vez na história a marca de dois milhões em um único ano. Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho, foram criadas, de janeiro a setembro de 2008, 2.086.570 vagas formais de trabalho. O número vinha sendo antecipado há alguns meses pelo ministro Carlos Lupi. Após a divulgação dos dados nesta quarta-feira, Lupi elevou a previsão para a geração de vagas formais neste ano para 2,1 milhões, ante 1,8 milhão divulgado anteriormente. "Nesse número (nova previsão) eu considero o mês de dezembro, que tradicionalmente é negativo na geração de emprego", disse. O saldo acumulado neste ano representa 7,2% de aumento do estoque de empregos. De janeiro a setembro de 2007, foram gerados 1.617.392 empregos formais. Só no mês passado, o Caged registrou a abertura de 282.841 empregos com carteira assinada. Esse saldo representa o melhor mês de setembro da série iniciada em 1992 e significou crescimento de 0,92% sobre o estoque total de emprego do País, que atingiu 31.052.760 ocupações com carteira assinada. Em setembro de 2007, foram criados 251.168 postos. 2009 Para 2009, o ministro informou que prevê a criação de, pelo menos, 1,8 milhão novos empregos na economia formal. Para Lupi, a crise financeira internacional só deve se refletir no Brasil com mais intensidade no segundo semestre do ano que vem e basicamente nos setores econômicos fortes na exportação.  Ele afirmou que a atual oscilação das bolsas está mais influenciada pela "especulação". "Os indicadores econômicos brasileiros são sólidos e os investidores vão verificar com o tempo que o Brasil é o melhor lugar para se investir", disse Lupi.

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