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''Geração Y'' enfrenta sua primeira crise econômica

A "geração Y", formada pelos nascidos após 1975 que entraram no mercado em meados de 2000, tem sido um dos grandes desafios para os administradores: são funcionários ambiciosos, mais contestadores e que trocam de emprego e função em períodos muito curtos. Ou trocavam, até o fim do ano passado. Com a crise econômica, o comportamento da geração Y esbarrou no empecilho da falta de oportunidades."Sem sombra de dúvidas, a crise será mais forte que o comportamento desprendido que marca a geração Y. O momento agora é de readequação à economia real", diz Rodrigo Vianna, diretor de vendas do grupo britânico Hays no Brasil.Foi o caso do engenheiro Eduardo, de 27 anos, gerente em uma multinacional de telecomunicações que pediu para não ter o sobrenome citado. Há nove meses, ele iniciou a criação de uma empresa própria e pretendia deixar o trabalho atual. "Queria fazer a troca imediata, mas, com a crise, foi impossível largar aquilo que paga minhas contas." Ele está levando os dois projetos em paralelo e, quando a empresa própria decolar, deixará o atual emprego. "Por causa dos resultados da matriz, só se fala em cortes, todos ficam até meia-noite trabalhando. É um clima péssimo."Uma das características da geração Y é a iniciativa de trocar de posição a cada vez que se sentem pouco recompensados, ou acham que já aprenderam o que podiam. "Nesse período de baixa de oportunidades, há um grande número de ?Ys? insatisfeitos", diz o consultor sênior da consultoria Hay Group, Sérgio Mônaco. "Eles nunca tinham visto uma crise. Enquanto a geração X, que chegou ao mercado em 1985, trabalhava para viver, a geração Y prefere viver, depois trabalhar. "FLEXIBILIDADESe, por um lado, eles se sentem podados da possibilidade de passar por novas experiências, a flexibilidade dos mais jovens é favorável ao fazer com que sofram menos em caso de demissão. "São pessoas com menos problemas em fazer freelances, receber remuneração flexível ou não ter vínculo empregatício. Alguém da geração X já tem custos fixos maiores e, em geral, se abala mais com uma demissão", diz o diretor do Boston Consulting Group no Brasil, Christian Orglmeister. "E, por terem acesso à informação e inovação, na falta de emprego eles criam o próprio negócio."

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