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Gerdau apela a lay-off em siderúrgica no RS

Na fábrica de Charqueadas, que produz aços especiais para a indústria automobilística, foram suspensos os contratos de 100 trabalhadores

Lucas Azevedo, especial para o Estado, O Estado de S.Paulo

25 de junho de 2015 | 02h05

PORTO ALEGRE - O grupo siderúrgico Gerdau vai suspender temporariamente os contratos de 100 trabalhadores da sua fábrica em Charqueadas, na região metropolitana de Porto Alegre. De acordo com a empresa, o motivo da suspensão é a baixa demanda, já que o principal cliente da unidade, especializada em aços especiais, é a indústria automobilística.

A Gerdau informou que os funcionários entrarão em regime de "lay-off", nome dado à suspensão temporária dos contratos, a partir da primeira quinzena de julho, por cinco meses. As áreas da unidade de Charqueadas afetadas são as de laminação, forjaria, mecânica, aciaria e logística. Os trabalhadores afetados representam cerca de 10% do quadro de pessoal.

Em nota, a empresa informou que "não cogita" fechar a usina. A medida, segundo a Gerdau, tem o objetivo de preservar os empregos existentes. "Essa decisão foi tomada frente à necessidade de ajustar a produção da usina de Charqueadas à baixa demanda de mercado, principalmente da indústria automotiva no Brasil, seu principal consumidor de aços especiais", informou.

Segundo o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Charqueadas, Jorge Luiz Silveira de Carvalho, o acordo representa uma preocupação a mais. "Mas poderia ser bem pior", disse. O lay-off, segundo ele, como estabelecido na CLT e como tem sido implantado por outras empresas, não prevê tantas garantias ao trabalhador. Mas, no caso da Gerdau, foi negociado o pagamento integral dos salários durante a suspensão dos contratos, além da garantia de cinco meses de seguro-desemprego se o trabalhador for demitido ao final do prazo de cinco meses. "Fizemos uma espécie de lay-off paralelo", disse.

Pessimista em relação ao quadro geral da economia do setor, Carvalho admite: "Dos males, o menor. A angústia diária de possíveis demissões não tinha como continuar. Ao mesmo tempo, não daria para aceitar o lay-off como ele é. Por isso chegamos nesse meio termo."

Iesa. No final de novembro do ano passado, a prefeitura de Charqueadas decretou estado de calamidade pública após a demissão de mil funcionários da fábrica da Iesa Óleo & Gás. A empresa havia investido

R$ 100 milhões na construção da fábrica na cidade para a produção de módulos de plataformas de petróleo - um contrato de R$ 1,3 bilhão com a Petrobrás. Mas o contrato foi rompido por causa das investigações da Operação Lava Jato.

 

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