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Gerdau estuda tomar linhas do BNDES para investimentos em São Paulo

Empresa deu início hoje aos investimentos de R$ 718 milhões que programa para o Estado de São Paulo até 2013

Chiara Quintão, da Agência Estado,

31 de maio de 2011 | 13h14

A Gerdau está estudando tomar linhas de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para os investimentos de R$ 718 milhões anunciados para o estado de São Paulo, segundo o diretor-presidente da companhia, André Gerdau Johannpeter. Mas a maior parte dos recursos a serem utilizados será própria, de acordo com o executivo. "Estamos sempre monitorando o mercado e olhando oportunidades de investimento", acrescentou.

Hoje, a Gerdau deu início aos investimentos de R$ 718 milhões que programa para o estado de São Paulo até 2013. Em Pindamonhangaba, a empresa fará expansão da usina de aços especiais para o mercado automotivo e terá nova fábrica de produtos prontos para uso na construção civil. Essas duas finalidades consumirão aportes de R$ 645 milhões. O restante dos R$ 718 milhões irá para melhorias na unidade de Araçariguama.

A Gerdau terá novo laminador em Pindamonhangaba, com capacidade de 500 mil toneladas de barras redondas por ano, elevando a capacidade de laminados da unidade para 1,2 milhão de toneladas. O início das operações do equipamento será em 2012, com foco no mercado brasileiro, principalmente na cadeia automotiva. "Hoje estamos operando na capacidade máxima de laminados da unidade, por isso estamos fazendo o investimento", disse o executivo.

Ele ressaltou que a nova capacidade entrará em operação "aos poucos" e que, depois de ser totalmente utilizada, a Gerdau avaliará se há necessidade de novos investimentos. Questionado se existe concorrência dessas barras com importados, o executivo respondeu que o volume importado é "muito pouco" e que se trata de linha de produtos feitos sob encomendas. "Quem importa mais são os distribuidores, não a indústria automotiva", disse. Segundo o diretor-presidente da Gerdau, a empresa já tem relacionamento no Brasil ou no exterior com fabricantes de autopeças que vão atender às montadoras que estão se instalando no Estado.

A fábrica de produtos prontos para uso na construção civil - telas para concreto, malhas, telas para tubos, telas para colunas, telas especiais e treliças - será concluída em 2013. Gerdau não demonstrou preocupação em relação à desaceleração do crescimento da construção civil. "Nossos investimentos são de muito longo prazo. Estamos olhando a demanda de vários anos. Teremos a Copa, as Olimpíadas, o pré-sal, há o programa Minha Casa, Minha Vida. A tendência é positiva", disse.

Segundo o diretor-presidente da Gerdau, a média da utilização da capacidade da empresa no Brasil é de 80% e, nos Estados Unidos, de 65% a 70%.

Perspectiva positiva

O diretor-presidente da Gerdau, André Gerdau Johannpeter, afirmou que as perspectivas para os Estados Unidos são positivas, para a economia e para a siderurgia. Ele ponderou que a recuperação da economia norte-americana é mais lenta do que a que ocorreu no Brasil no pós-crise. "No Brasil, o mercado continua bom, e a Espanha está em recuperação."

O executivo reiterou que o ano tem sido mais forte que o esperado e que "os sinais, em geral, são bons", mas que é preciso monitorar os conflitos do Norte da África e do Oriente Médio.

O diretor-presidente da Gerdau acrescentou que a empresa tem projetos em estudo no Peru, na Argentina, no México e no Chile. Em relação ao Japão, ele afirmou que as catástrofes naturais ocorridas têm "algum impacto" sobre a cadeia siderúrgica, mas nada significativo e que a situação deve se normalizar logo

 

 

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