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Gerdau fecha segunda unidade nos EUA

Produção da usina de Sand Springs ficará suspensa por pelo menos dois anos, por causa da redução da demanda na América do Norte

Marianna Aragão, O Estadao de S.Paulo

29 de agosto de 2009 | 00h00

A Gerdau anunciou ontem a paralisação de uma de suas usinas siderúrgicas nos Estados Unidos, onde está a principal operação do grupo fora do Brasil. A decisão de suspender as atividades na unidade de Sand Springs, no Estado de Oklahoma, ocorreu após um acordo com os trabalhadores ligados ao sindicato local, com quem a empresa negociava há meses. A usina deverá ficar paralisada por, pelo menos, dois anos.Em comunicado divulgado ontem, a empresa informou que a produção na usina vai ser reduzida gradualmente a partir das próximas semanas. "A companhia continua avaliando alternativas para modernização da usina de Sand Springs e para a retomada da produção para atender à futura demanda do mercado", diz a nota. A empresa afirma que também continua negociando com os governos locais para possíveis incentivos econômicos.Essa é a segunda fábrica da subsidiária norte-americana da Gerdau abatida pela redução de demanda causada pela crise mundial. Em junho, foi anunciado o fechamento da unidade de laminação de Perth Amboy e a suspensão nas atividades da usina de Sayreville, ambas no estado norte-americano de Nova Jersey. A paralisação de Sayreville, porém, foi revertida no início deste mês, conforme anunciou a companhia na divulgação dos seus resultados do segundo trimestre. Procurada, a companhia não quis comentar as paralisações. Germano Mendes de Paula, professor do Instituto de Economia da Universidade Federal de Uberlândia (MG), explica que toda a indústria siderúrgica mundial sofreu com o encolhimento da demanda nos Estados Unidos, um dos maiores consumidores da matéria-prima. "Os EUA são, historicamente, um mercado importante para a siderurgia brasileira." A ociosidade das usinas do país atingiu 55% no mês passado.A Gerdau, por sua vez, tem um desempenho ainda bastante atrelado ao mercado americano. Com 19 usinas no país, estima-se que metade das receitas da companhia venham da América do Norte. Durante evento esta semana, o presidente da companhia, André Gerdau Johannpeter, disse que a recuperação da economia na região ocorre lentamente. "Nossa dependência do mercado internacional é enorme."Segundo Germano, porém, os sinais de recuperação nos EUA têm sido melhores que os mostrados na Europa, pelo menos nessa indústria. "A siderurgia americana se recupera lenta e gradualmente, mês a mês."A Gerdau Ameristeel, subsidiária da Gerdau nos EUA, tem capacidade instalada de 12 milhões de toneladas de produtos acabados por ano, por meio de suas usinas "mini-mills", ou semi-integradas. Além das usinas, a Gerdau Ameristeel conta com 19 unidades de coleta e processamento de sucata e 62 unidades de transformação. As operações no país empregam 11 mil pessoas. Com 66,5% das ações, o grupo brasileiro é o controlador da companhia, que tem seus papéis negociados na bolsa de Nova York.

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