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Gerdau vê limites na infra-estrutura

Empresário defende reformas e agências reguladoras mais fortes

O Estadao de S.Paulo

07 de julho de 2029 | 00h00

Para o País entrar definitivamente numa trajetória de crescimento longa e sustentável, ainda há muito a fazer. "Para que as etapas futuras de crescimento possam funcionar de uma forma mais consolidada, é preciso buscar caminhos para aumentar os índices de investimento", disse o empresário Jorge Gerdau Johannpeter, do grupo Gerdau. "O Brasil tem carências em infra-estrutura e isso passa, no meu entender, pela busca do caminho das PPPs e das agências reguladoras." Gerdau refere-se às parcerias público-privadas (PPP), mecanismo pelo qual o governo se torna "sócio" de empresas em empreendimentos como estradas, portos, ferrovias e outros. Seria uma forma de aumentar o volume de investimentos e melhorar a infra-estrutura, driblando a falta de recursos do governo para essas obras. Embora tenha anunciado as PPPs como um grande achado para ajudar o crescimento, o governo federal ainda não conseguiu tirar nenhuma do papel. Há duas semanas, a obra que seria a primeira PPP federal - a recuperação e manutenção das BRs 324 e 116, no interior da Bahia - foi transformada em uma concessão à iniciativa privada.Outro requisito mencionado por Gerdau tampouco avançou no governo: as agências reguladoras, cujo fortalecimento é considerado fundamental para tornar mais firmes as regras de funcionamento dos setores de infra-estrutura. Desde 2004, tramita no Congresso um projeto de lei proposto pelo governo que determina o papel das agências. O ex-presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) Renato Guerreiro chamou-o de "estupidez", pois estabelece regra única para agências que regulam coisas diferentes.Além da ampliação da infra-estrutura, Gerdau ressaltou que falta avançar as reformas econômicas, como a tributária, a previdenciária e a trabalhista. "As reformas são peças-chaves para completar as estruturas de crescimento", disse. "Estamos crescendo 4,5%, mas temos de ter ambições maiores para podermos sair do sistema assistencial para um sistema gerador de empregos."

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