'Gestão conservadora' ajudou Brasil a sair da crise, diz Fraga

Ex-presidente do BC diz estar otimista em relação ao futuro do Brasil 

Adriana Chiarini e Jacqueline Farid, da Agência Estado,

22 de fevereiro de 2010 | 12h23

O ex-presidente do Banco Central e sócio da Gávea Investimentos, Armínio Fraga, disse nesta segunda-feira que está "otimista" em relação ao futuro do Brasil, que, segundo ele, tem uma economia que "cresce em torno de 4% a 5% ao ano". Ele elogiou a "gestão conservadora" da economia brasileira durante a crise, mas alertou que ainda há grandes desafios para manter e acelerar o crescimento, como investimento em educação e infraestrutura. Outro desafio, segundo Fraga, é reduzir o custo de capital. "Nossas taxas de juros continuam sendo das mais elevadas do mundo, esse é um tema difícil que requer paciência e muito sangue-frio", disse ele, em palestra sobre os Brics em seminário que está sendo realizado hoje no Rio.

 

Segundo o economista, a "gestão conservadora" da economia "ajudou muito" o Brasil a sair da crise. "Foi uma gestão bastante boa e suficiente para nos retirar da recessão em dois trimestres", afirmou.

 

Fraga mostrou algumas vantagens do Brasil em relação aos demais Brics, sobretudo a China. Ele mostrou dados que apontam que, entre os Brics, o Brasil tem o segundo maior PIB per capita (cerca de US$ 8 mil), atrás da Rússia (US$ 10 mil), mas à frente da Índia (US$ 1 mil) e da China (US$ 4 mil).

 

Ainda segundo Fraga, enquanto a China exibe como vantagens uma elevada taxa de poupança, uma "potência exportadora" e uma industrialização "extraordinária", no caso do Brasil, listou a estabilidade política, a questão ambiental, a imprensa ativa e o desenvolvimento em curso do mercado de capitais.

 

"Estou otimista em relação ao Brasil, acho que estamos encontrando o caminho do desenvolvimento, não é algo garantido, é algo que temos que trabalhar, mas está ao nosso alcance", afirmou.  

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