Gestão familiar de usinas deve mudar, prevê consultor

A concentração de indústrias sucroalcooleiras e a profissionalização das usinas devem aumentar com a exploração do mercado internacional de álcool nos próximos anos. ?Essa evolução é inevitável porque as empresas vão ter que crescer muito, ter escala para competir no mercado internacional?, afirma o consultor de empresas Georges Blanc, que realizou hoje a primeira das palestras que antecedem ao Sugar Dinner, que reunirá representantes nacionais e estrangeiros de toda a cadeia sucroalcooleira, até sexta-feira, em São Paulo. Esse crescimento, segundo ele, passa pela capacidade de fazer aquisições, fusões, parcerias. ?Estamos num momento de ameaças e oportunidades muito fortes, e o que é ameaça para um é oportunidade para outro.? Também será necessário mudar o perfil de gerenciamento das usinas. Hoje, quase todas as usinas brasileiras são governadas por famílias. Segundo Georges Blanc, que abordou na palestra o tema ?Novas Demandas em Gestão Estratégica?, o modelo familiar pode ser bem-sucedido em empresas pequenas, mas atrapalha para quem quer competir num mercado global. ?A exigência de ser mundial e ser grande passa pela separação da fortuna da família dos negócios da empresa, pela abertura de capital, por parcerias internacionais - um modelo que permita rapidez nas mudanças para enfrentar a agressividade do mercado?, afirmou. Também participou do evento, patrocinado pelo Bradesco Corporate, o economista-chefe do Bradesco, Octavio de Barros, que falou sobre ?Desafios Atuais e Futuros da Economia Brasileira?. Ele demonstrou otimismo em relação a 2004, dizendo que 2003 foi um ano em que o País precisou pagar um pouco de penitência para conseguir ajustar a economia. Barros previu uma expansão de 3,6% da economia no ano que vem e disse que o Brasil está diante de uma oportunidade única de crescer de forma sustentada, sem risco de aumento expressivo da inflação.Leia o especial sobre o Sugar Dinner 2003

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