Gestora Áquilla olha o setor imobiliário

Colaboraram:

O Estado de S.Paulo

26 de janeiro de 2015 | 02h02

Mônica Scaramuzzo, Nayara Fraga, Fernando Nakagawa, Thiago Moreno e Gabriela Lara

A gestora de recursos Áquilla Capital pretende levantar R$ 100 milhões para investir no mercado imobiliário neste ano. Osmar Simões, sócio e presidente da administradora, que tem R$ 1,7 bilhão sob gestão, disse que a Áquilla está em fase de captação desses recursos, que deverão ser majoritariamente destinados para compra de terrenos industriais na região da baixada fluminense. "O Estado do Rio tem muito potencial para crescer, além dos negócios ligados a óleo e gás (afetados pelas crises do Grupo X, de Eike Batista, e Petrobrás)", disse o executivo.

A Áquilla administra três fundos imobiliários, que somam cerca de R$ 300 milhões. A mais recente aquisição foi uma antiga fábrica da Kaiser, instalada na região de Queimados (Rio). A gestora também começou a se estruturar para atuar em assessoria financeira e processo de recuperação judicial. A atuação em assessoria financeira estava restrita, até o momento, às quatro empresas que a gestora detém o controle, por meio de Fips (Fundo de Investimentos em Participações). "Somos a única gestora que possui 100% do controle das empresas que adquirimos. Atuamos de maneira diferente dos tradicionais private equities, que têm prazo para fazer desinvestimento", explicou. "Isso não significa que não possamos vender o negócio depois. Só não temos prazo determinado."

A Áquilla tem 100% do controle das empresas Cadoro, produtora de massas de Pernambuco, da Globaltex, de tratamentos de resíduos, e da Novo Rio, de efluentes industriais, ambas no Rio de Janeiro, além da empresa de cosméticos Aroma do Campo, também no Rio. "Estamos negociando a compra de uma outra empresa de cosméticos em São Paulo. Acreditamos nesse negócio e vemos potencial de crescimento."

MATERIAL DE CONSTRUÇÃO

Lorenzetti olha aquisição

A queda de 6,6% na venda de materiais de construção em 2014 não afetou os planos da Lorenzetti, fabricante de duchas, chuveiros elétricos e aquecedores de água a gás. A empresa quer ampliar suas fábricas em 2015 e prevê uma alta de 12% no faturamento, ante aumento de 13% em 2014. No ano passado, a empresa alcançou pela primeira vez a marca de R$ 1 bilhão de receita, resultado atribuído ao investimento em novos produtos voltados às classes B e C. De acordo com o presidente da companhia, Eduardo Coli, o próximo passo será a aquisição de alguma empresa dentro dos segmentos em que a Lorenzetti já atua. Ele espera que a compra seja concluída ainda no primeiro semestre.

E-COMMERCE

'Brasil tem muitas regras', diz fundador do Alibaba

Responsável pela maior oferta de ações da história nos EUA e homem mais rico da China, o fundador e presidente do Grupo Alibaba, Jack Ma Yun, esteve no Fórum Econômico Mundial, em Davos, e reclamou ao Estado sobre o ambiente de negócios no mercado brasileiro. "O País tem muitas regras, taxas de importação e legislação", disse. Ele pretende visitar o Brasil em 2015 para tratar do tema, já que tem planos de expandir os negócios por aqui. Maior grupo de comércio eletrônico do mundo em vendas, o Alibaba levantou US$ 25 bilhões em sua oferta de ações. A empresa tem sede na China e escritórios em Hong Kong, Taiwan, Índia, Reino Unido e EUA. Sobre o Brasil, o empresário disse que "tem muitas coisas a fazer".

'É muito mais natural   pagar por um produto depois de recebê-lo' 

Depois de mais de dez anos trabalhando na área de tecnologia voltada para o setor financeiro, Marcos Cavagnoli - que já passou por Citi, JP Morgan e Buscapé - foi convidado, no ano passado, para comandar o primeiro serviço de pagamento digital pós-pago do Brasil, a Koin. Na prática, a ferramenta da empresa permite que o internauta faça uma compra pela internet sem fornecer os dados do cartão de crédito e pague apenas quando receber o produto em casa. O modelo é inspirado na sueca Klarna, que atende 35 milhões de consumidores finais na Europa. "A adesão na Europa foi viral", diz Cavagnoli.

Por que você acha que o modelo europeu vai pegar no Brasil?

As razões pelas quais os europeus aderiram ao modelo pós-pago (produtos comprados na internet não entregues e medo de fornecer dados do cartão de crédito) são muito mais fortes no Brasil. E é muito mais natural você pagar por um produto depois de recebê-lo ou consumi-lo.

Mas o setor de pagamentos digitais já tem fortes nomes no Brasil, com PayPal, PagSeguro, MercadoPago.

É uma mudança radical ir para o pós-pago. A internet cresceu no esquema pré-pago. Mas o modelo do pós tira o medo do consumidor e assume a responsabilidade diante do lojista (caso o consumidor não pague). Vamos fazer campanha de marketing este ano explicando o funcionamento dessa nova modalidade.

Nos EUA, há aceleradoras que investem só em serviços financeiros digitais. Como tem sido o interesse dos investidores no Brasil?

Como o e-commerce cresce aqui, pagamento digital também cresce. No nosso caso, vários fundos já vieram conversar conosco.

FRIGORÍFICO

Associação tenta evitar que Marfrig feche unidade no Sul

O presidente da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul, Carlos Sperotto, está otimista em encontrar uma solução para a crise que levou a Marfrig a fechar uma unidade em Alegrete. Autoridades, sindicatos e entidades do setor buscam uma forma de manter o emprego dos 600 funcionários e evitar prejuízos para a economia da região. Uma opção que vem sendo cogitada é a Marfrig dar seguimento ao fechamento da unidade, permitindo que outra empresa do setor assuma as instalações. Outra hipótese é que a Marfrig fixe uma data para retomar a produção em Alegrete, já que ela vem tratando a suspensão das atividades como temporária.


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