Gestora portuguesa quer shoppings

A Selecta, gestora de ativos imobiliários portuguesa, vai formar uma carteira de investimentos para comprar shopping centers no Brasil. Sem citar nomes, a companhia diz que já negocia um aporte de recursos de uma empresa estrangeira de shoppings, que quer investir no País. A Selecta também está desenvolvendo estudos preliminares sobre esse mercado no Brasil e, em 2012, vai mapear ativos que poderão ser alvos de aquisições. Os investimentos devem acontecer em 2013.

O Estado de S.Paulo

28 de novembro de 2011 | 03h06

A Selecta abriu neste ano um escritório no Brasil e conseguiu em agosto a aprovação para lançar seu primeiro fundo no País. A empresa pretende captar R$ 200 milhões para investir em galpões industriais e escritórios. De agosto para cá, os executivos participaram de uma bateria de reuniões com cerca de 30 investidores institucionais para oferecer o fundo. Segundo o presidente da Selecta, José António de Mello, esse é apenas o primeiro negócio da gestora no Brasil. Ainda não há um número fechado, mas o investimento em shopping, por exemplo, deve movimentar, no mínimo, outros R$ 200 milhões. "Pode ser mais ou menos. Mas provavelmente será mais", diz Mello.

Além de shoppings, a Selecta pode entrar em outros segmentos do mercado imobiliário. "Acreditamos em uma especialização na gestão de ativos", diz Mello. No mercado europeu, a Selecta administra um portfólio de 500 milhões, que inclui escritórios, shoppings, prédios públicos e hospitais.

FUSÕES E AQUISIÇÕES

Efeito Blackstone

A área de assessoria de fusões e aquisições do Pátria Investimentos tem sido uma das mais beneficiadas pela associação feita no ano passado entre a gestora brasileira e o Blackstone, um dos maiores fundos de private equity do mundo. Dos cerca de vinte mandatos de compra ou venda de empresas que o Pátria tem na carteira, seis são grandes operações cross borders (que envolvem investidores estrangeiros e empresas nacionais), feitas com o fundo.

PARCERIA

Inglês pelo celular

A rede de idiomas Wizard, do grupo Multi, fez parceria com a operadora TIM, de olho na Copa e no público das classes D e E para ensinar inglês básico pelo celular, por torpedos. O aluno receberá quatro mensagens por dia, com conteúdos como expressões, vocabulário e até música. Cada torpedo custará R$ 0,10, e o quarto é cortesia. "Apenas 2% dos brasileiros dominam o inglês e temos 200 milhões de usuários de celular. É uma forma de atingir um público que não poderia pagar um curso convencional", diz Carlos Martins, fundador do grupo.

ALIMENTOS

PepsiCo perto de

comprar Marilan

Após levar a Mabel no início de novembro, a PepsiCo é a favorita para a compra da Marilan, por R$ 500 milhões. Segundo fontes próximas à empresa de biscoitos, o negócio já teria sido fechado. Bunge e Campbell também se interessaram pela Marilan, que fatura R$ 380 milhões ao ano. As empresas não comentam o assunto.

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