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Gestores cobram mais fiscalização em fundos

A fiscalização deficiente por parte dos órgãos regulatórios é um dos pontos que mais preocupa os profissionais da indústria de fundos, seguido da falta de uma política tributária que incentive as aplicações de longo prazo. "É preciso verificar se a administradora está cumprindo aquilo que prometeu, e de que forma", afirmou o gestor de renda variável para o Brasil do ABN Amro, Alexandre Póvoa. "O investidor só vai reclamar quanto estiver perdendo dinheiro." A opinião é compartilhada por Walter Mundell, presidente da Lloyds Asset Management (LAM). Segundo ele, o problema reside fundamentalmente na falta de pessoal técnico no Banco Central (BC) e na Comissão deValores Mobiliários (CVM). "Essa é a chave da questão, pois as investigações, quando ocorrem, são bem feitas." Ele acredita que a própria da Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid) possa contribuir para conter os abusos, por meio de uma censura pública mais agressiva. Em meio à discussão, Póvoa, do ABN, ressaltou a importância de se escolher bem a instituição financeira antes de investir. "Não basta olhar só a classificação do produto no mercado." Em relação ao sistema tributário, Mundell reclama um tratamento baseado no horizonte de retorno. "O governo taxa a poupança de longo prazo da mesma forma que os investimentos de curto prazo", comentou. Dessa forma, disse, ofortalecimento do mercado de capitais fica prejudicado. Roseli Machado, diretora de gestão da Fator Administradora de Recursos, concorda. Segundo ela, a falta de uma política tributária mais coerente pode atrapalhar o desenvolvimento do mercado, sobretudo nas questões que envolvem os fundos de pensão. As mudanças, concluiu, devem ser seguidas pela constante atenção quanto à abertura de informações e transparência nas operações.

Agencia Estado,

30 de janeiro de 2001 | 16h39

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