Gestores destacam ações de Vale e Petrobrás

As ações da Vale do Rio Doce e da Petrobrás foram destaque nas carteiras de alguns fundos de ações promovidos para a nota "A" no Rating AE/Ibmec de agosto. Gestores consultados são unânimes: em momentos de incerteza, tais papéis constituem apostas "defensivas". Segundo o gestor de renda variável do BNP Paribas, Jacopo Valentino, a estratégia do fundo BNP Valeur CL - que passou de "C" para "A" em agosto - foi elevar o peso de Vale e Petrobrás na carteira. Com a perspectiva de alta do petróleo e do dólar, as companhias podem se tornar apostas de menor risco daqui para frente, segundo Valentino. "Petrobrás é um papel que tende a ficar escasso, e Vale é exportadora", lembra. A mesma opinião é compartilhada pelo gestor de FACs da Hedging Griffo, Caio Lima. Na carteira do Hedging Griffo Top Ações - que foi promovido do conceito "B" para "A" - o gestor investe em cotas de outros fundos. As aposta ficaram com o Ipê Participações, Opportunity Lógica e Schroder Brasil Small Caps-FIA. Lima observa que o Opportunity Lógica, fundo com participação de 30% na carteira do Top Ações, tem cerca de 70% concentrados em Petrobras. O gestor de renda variável do ABC Brasil, Vagner Serrani, avalia que as ações da Petrobrás e da Vale apresentaram desempenho acima da média do mercado no período e se mostraram uma boa defesa. Para ele, no caso do fundo ABC Brasil IIM, que também passou de "B" para "A", o peso do setor de petróleo na carteira é de 20%. Em relação às perspectivas para o mercado, qualquer avaliação é difícil. Ainda pairam muitas dúvidas sobre o comportamento dos investidores diante da reação dos Estados Unidos aos atentados do último dia 11. Os especialistas, contudo, afirmam que a Bolsa brasileira exagerou na queda na semana passada (18%). Para Serrani, do ABC Brasil, os atuais níveis de preço da Bolsa paulista dificultam a troca de posições. "Não dá para realizar (vender) com estes preços", avaliou. Lima, da Hedging Griffo, destaca que há muito tempo o preço dos ativos não reflete os fundamentos das empresas. A parcela de fundos com nota "A", de acordo com o Rating AE/Ibmec, cedeu em agosto para 25,16%. Em julho, o patamar foi de 25,62%. Dos 80 fundos de ações com conceito "A" analisados pelo professor Antonio Zoratto Sanvicente, do Ibmec, nove foram promovidos de classes inferiores: sete saíram do conceito "B" e dois vieram do "C".

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