Gestores ensinam a diversificar aplicações

Em um cenário com muitas incertezas, os investidores sentem-se inseguros na hora de escolher uma aplicação. O que se teme é que as opções de investimento sejam feitas dentro de um cenário e, caso aconteçam mudança nestas perspectivas, o que é provável dentro de um quadro de instabilidade, o investidor pode perder dinheiro.Analistas recomendam cautela redobrada neste momento, mas avaliam que há algumas maneiras para fugir deste risco. De acordo com o estrategista-chefe do HSBC Investment Bank, Dawber Gontijo, a principal delas é o planejamento de uma carteira teórica de aplicação, de acordo com o perfil do investidor - agressivo, moderado ou conservador - e com a disponibilidade de tempo para suas aplicações. Segundo ele, esta carteira deve ser planejada antes da avaliação do cenário. "Isso significa determinar qual a porcentagem de seus recursos que devem ir para aplicações em juros pós-fixados, prefixados, ações e dólar", avalia. Se o investidor sentir dificuldades para elaborar esta carteira teórica, os bancos muitas vezes podem dar algumas orientações neste sentido, através de seus gerentes e consultores. Mas, de acordo com gestor de renda variável do Banco Itaú, André Caminada, esta definição de uma carteira teórica pode ser feita tranqüilamente por qualquer investidor. "Regra geral, dinheiro de curto prazo, ou seja, que tem data definida para resgate antes de seis meses deve ser direcionado para os fundos remunerados por taxas de juros pós-fixadas, os fundos DI. Acima deste período, o investidor já deve pensar em diversificação", avalia.É para este dinheiro que pode ser diversificado que o investidor deve planejar sua carteira teórica. Se há uma grande aversão ao risco, o investidor pode manter seu dinheiro, mesmo este que não tem uma data definida para resgate, em fundos DI. Com um pouco de tolerância ao risco, a diversificação pode ser feita em fundos de renda fixa prefixada ou fundos de renda variável, mas em um proporção pequena.Investidores com perfil moderado e agressivo podem aumentar esta participação de aplicações mais arriscadas e incluir, inclusive, uma parte de recursos em fundos cambiais e derivativos. "A partir das formas de diversificação, cabe ao investidor definir apenas as parcelas de recursos destinadas a cada segmento", afirma Caminada.

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