Bloomberg / Marlene Awaad
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Ghosn pode ser solto se assinar confissão, diz filho do ex-presidente da Nissan

Investigadores japoneses teriam colocado a assinatura como única condição para que brasileiro fosse liberado do Centro de Detenção de Tóquio

AFP, O Estado de S.Paulo

06 de janeiro de 2019 | 03h28

PARIS - O ex-presidente da Nissan Carlos Ghosn poderia sair em liberdade sob a única condição de assinar uma confissão em japonês, afirmou o filho Anthony Ghosn a um semanário francês. 

Carlos, que está no Centro de Detenção de Tóquio desde 19 de novembro de 2018 sob acusação de fraude na declaração de renda, não fala o idioma do país, segundo Anthony.

Assegurando que o pai está "disposto a se defender energicamente" diante do tribunal, Anthony disse que Carlos terá 10 minutos para dar seu depoimento e "não vai se render". 

"A audiência será muito importante, porque, pela primeira vez, ele poderá falar sobre as acusações e dar o seu ponto de vista", disse o jovem de 24 anos. "Acredito que todo mundo ficará surpreso ao ouvir sua versão. Até agora, só ouvimos a acusação."

Durante a audiência, solicitada pelo próprio Carlos e marcada para a próxima terça, 8, as autoridades japonesas terão que esclarecer publicamente o motivo da prorrogação da detenção. 

No dia 21 de dezembro de 2018, quando tecnicamente poderia ser liberado mediante pagamento de fiança, Ghosn teve a prisão estendida porque surgiram novas provas. Dessa vez, o brasileiro foi acusado de tentar repassar uma perda de investimentos pessoais para a conta da Nissan. 

Anthony disse que o pai está bem, apesar de ter perdido cerca de 10 quilos, e lê livros que lhe enviam todos os dias./ AFP

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