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Gigante da mineração Rio Tinto anuncia 14 mil demissões

Mineradora anglo-australiana vai corta vagas de trabalho para pagar dívida de US$ 10 bilhões até 2009

Da BBC Brasil, BBC

10 de dezembro de 2008 | 13h24

A terceira maior mineradora do mundo, a Rio Tinto, anunciou que vai cortar 14 mil empregos como parte do plano para reduzir sua dívida de US$ 10 bilhões até o final de 2009.Atualmente a mineradora, baseada na Grã-Bretanha e na Austrália, tem 97 mil funcionários no mundo todo.Em uma declaração em seu site, a companhia afirmou que a medida é uma resposta "à gravidade e à rapidez sem precedentes da crise econômica global".A empresa disse que entre as 14 mil vagas cortadas estão as de 8,5 mil empreiteiros e 5,5 mil funcionários. Um de seus escritórios em Londres também será fechado, mas a mineradora afirma que isto pode não gerar demissões.Nos últimos meses a Rio Tinto vinha tentando evitar as investidas de sua adversária, a BHP Billiton, que vinha tentando assumir o controle da mineradora, mas desistiu em novembro.AçõesAs ações da Rio Tinto subiram 10% no início do pregão nesta quarta-feira, para cerca de 14 libras a ação (cerca de R$ 51), mas ainda estão distantes do preço mais alto registrado em 2008, 70 libras (cerca de R$ 259).Segundo analistas, o nível de endividamento da Rio Tinto foi uma das causas da diminuição de seu valor."O preço da ação (da companhia) caiu muito devido àquela dívida e ao fim das tentativas da BHP", disse Peter Chilton, da consultoria Constellation Capital Management, em Sydney, na Austrália."Provavelmente, a maior questão é a dívida líquida que eles têm", afirmou.A dívida líquida da mineradora chega a US$ 40 bilhões e, segundo analistas, será bem mais caro financiar esta quantia no futuro, como resultado da crise financeira mundial.Mas o temor é de que, ao cortar os gastos com exploração, a Rio Tinto também esteja cortando suas perspectivas de crescimento, dizem analistas."A questão agora é de quais projetos eles terão que abrir mão. Isto vai determinar as perspectivas de crescimento para a companhia e sua atração relativa", afirmou Glyn Lawcock, do UBS em Sydney.BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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