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Gigante do financiamento imobiliário pagará bônus nos EUA

Fannie Mae, protagonista do subprime, dará bonificações de até US$ 676 mil para manter altos funcionários

AP,

19 de março de 2009 | 09h11

A Fannie Mae, gigante do financiamento imobiliário americano, vai pagar bônus de ao menos US$ 1 milhão para quatro de seus altos executivos. Segundo a empresa, agora controlada pelo governo, a medida deve impedir que estes funcionários deixem a companhia. As bonificações são o dobro das pagas no ano passado. Os bônus serão pagos em meio à polêmica gerada pelas bonificações da seguradora AIG, outra protagonista da crise que recebeu dinheiro público para se manter viável.

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A Freddie Mac, outro peso pesado do setor, está planejando uma medida similar, mas ainda não divulgou quais executivos receberão os benefícios. Juntas, as duas empresas respondem por mais da metade do financiamento imobiliário dos Estados Unidos. Ambas estiveram no olho do furacão das hipotecas subprime que contaminaram toda a economia do país e geraram a crise financeira internacional.

A Fannie Mac tornou o programa de bônus público devido a um novo regulamento imposto pela comissão reguladora do mercado financeiro (Security and Exchange Comission, em inglês). As bonificações foram aprovadas pela agência federal que controla a companhia após a estatização.

"É crucial mantermos nosso ativo mais valioso - nossos colaboradores - que terão um importante papel na recuperação econômica da empresa nos próximos anos", disse em comunicado o diretor da Agência de Financiamento Imobiliário dos EUA, James Lockhart.

Após a estatização, a antiga cúpula da Fannie Mae deixou a empresa. Segundo Lockhart, estes bônus serão pagos a um nível de executivos imediatamente inferior. "Seria catastrófico perder estes executivos e outros empregados com experiência".

O vice-presidente-executivo Michael Willians receberá US$ 611 mil de gratificação. O salário dele é de US$ 676 mil. O vice-diretor financeiro David Hisey receberá US$ 517 mil de bônus. Ele ganha US$ 385 mil. Os outros dois executivos que levarão os prêmios são Thomas Lund e Kenneth Bacon. O diretor-executivo Hebert Allison e o diretor financeiro David Johnsson não ganharão nada porque não estavam na companhia no ano passado. Allison não recebe salário. Johnsson recebe US$ 625 mil. Todos os salários são em bases anuais.

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