Gigante TNT quer usar biocombustível na frota brasileira

A gigante holandesa de distribuição TNT, que entrou em janeiro deste ano no mercado brasileiro de entregas domésticas com a compra da gaúcha Mercúrio, vai usar biocombustíveis e gás natural na frota recém-incorporada, informou nesta quarta-feira o presidente mundial da TNT, Peter Bakker. Segundo ele, que está no Brasil para visitar a companhia recém-adquirida, o setor de transporte expresso é responsável por 15% da emissão dos gases que causam o aquecimento global. "Somos um dos líderes dessa indústria e, portanto, responsáveis por procurar alternativas de energias para o nosso negócio."O presidente da TNT disse que o uso de biocombustíveis é uma estratégia prioritária para a multinacional. "Com a expansão das operações no Brasil, queremos levar a tecnologia do etanol, em que o País é líder, para outros países onde temos atividades." Bakker afirmou que parte da frota de 2 mil veículos da Mercúrio vai ser renovada. O executivo não revelou, no entanto, o valor dos investimentos que serão feitos no País. A compra da empresa brasileira de entregas Mercúrio, por 151 milhões de euros, faz parte do plano estratégico da companhia holandesa para obter a liderança em mercados emergentes. Em 14 de março, a TNT anunciou a compra da chinesa Hoau e em setembro de 2006 adquiriu a Speedage, líder de transporte rodoviário de cargas indiana. Na Europa, a holandesa é a maior empresa de entrega rápida.Segundo a diretora da divisão expressa da TNT, Marie-Christine Lombard, a aquisição da Mercúrio é importante, pois serve de plataforma para estender a atuação da companhia na América do Sul. "Acreditamos no crescimento da economia do País e na necessidade de os serviços domésticos se desenvolverem para atender a isso." A gaúcha Mercúrio é líder no mercado de remessas expressas no Brasil, com 15% de participação, e teve faturamento de 190 milhões de euros em 2006.Tráfego aéreoPara o presidente da TNT no Brasil, Roberto Rodrigues, a crise do tráfego aéreo dos últimos meses ainda não afeta as operações da empresa no Brasil. Segundo ele, apenas 7% das entregas expressas são feitas por meio de transporte aéreo. "O grande negócio da TNT no Brasil é o transporte rodoviário." Ele explica que, para evitar problemas, a empresa optou por diversificar as companhias aéreas responsáveis pela entrega das encomendas. "Se uma não está funcionando, utilizamos os serviços de outra."

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.