Rodolfo Buhrer/Reuters
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Gigantes do ramo de alimentos e bebidas se unem para ajudar 300 mil pequenos comerciantes

Iniciativa batizada de 'Movimento NÓS' vai investir R$ 370 milhões para ajudar clientes a retomarem as atividades

Cleide Silva, SÃO PAULO

28 de maio de 2020 | 20h39

Oito das principais empresas do ramo de alimentos e bebidas se uniram para ajudar cerca de 300 mil pequenos comércios em todo o País na retomada dos negócios. O segmento é um dos que mais sofre nesse período de pandemia do coronavírus, sem caixa para se manter e sem acesso a crédito. O grupo promete investir R$ 370 milhões na iniciativa que terá início na segunda quinzena de junho.

Chamado de Movimento NÓS, reúne, por enquanto, as empresas Ambev, Aurora, BRF, Coca-Cola Brasil, Heineken, Mondelez, Nestlé e PepsiCo, mas está aberto a novas parcerias. Segundo executivos dessas companhias, os pequenos empreendedores que serão beneficiados já são seus clientes e empregam cerca de 1 milhão de funcionários que, somando familiares, impactam mais de 3 milhões de pesoas. 

A criação oficial do movimento foi homologada nesta quinta-feira, 28, pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), do Ministério da Justiça. As empresas informam que seguirão respeitando as condutas de concorrentes.

A coalizão será assessorada pela Bain & Company, consultoria independente que vai assegurar que não haverá troca de informações sensíveis aos negócios de cada participante e que será respeitada a legislação antitruste. 

As ações vão envolver doação de equipamentos de proteção (EPIs) para os comerciantes, kits de saúde (álcool gel e máscaras, por exemplo), consultoria e treinamento sobre os protocolos de saúde relacionados ao coronavírus para a reabertura segura. O grupo vai respeitar a reabertura dos estabelecimentos de acordo com a autorização dos governos locais.

Reabastecimento de estoques

Para o reabastecimentos de estoques, as empresas vão oferecer condições especiais como descontos para a compra e também para serem repassados aos clientes, prazos mais longos de pagamento, crédito digital, consignado, entre outros. Também se compromete a compartilhar informações públicas relevantes do mercado. 

Em nota, o grupo – que ainda não tem um porta-voz e por isso o documento é assinado pelas empresas – informa que não se pode pensar apenas nos interesses individuais no momento pelo qual estamos passando com a covid-19. “É a hora de nos unirmos por um único objetivo: ajudar o País a atravessar esse período com o menor impacto possível”, afirma. “Os pequenos varejistas são nossos parceiros e não podemos medir esforços para ajudá-los a superar essa crise.”

 

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