Gigantes do varejo se unem contra a informalidade

Combater o trabalho informal, a pirataria e participar mais ativamente das decisões políticas em Brasília são os principais objetivos do Instituto para o Desenvolvimento do Varejo (IDV), lançado oficialmente nesta sexta-feira. A entidade reúne gigantes do varejo que empregam em suas 5.800 lojas cerca de 260 mil pessoas e representam 28% do movimento do comércio varejista. Segundo o novo presidente do IDV, Flávio Rocha, será da prioridade ao combate à ilegalidade, que fica com aproximadamente 50% do faturamento do setor. O grupo deseja ainda ter uma representatividade mais ativa na discussão da reforma trabalhista.A vice-presidente do IDV, Luiza Helena Trajano, disse que a formação do instituto vem sendo estudada há seis meses e vai monitorar outros institutos para fazer um acompanhamento do desempenho do setor. Ela afirmou que uma das reivindicações é a formação de uma secretaria de comércio dentro do Ministério do Desenvolvimento.O conselheiro do instituto, José Galló, afirmou que a intenção do grupo é evitar que, na discussão da reforma trabalhista, ocorra o mesmo da reforma tributária, quando o setor esteve ausente, segundo ele. "Fomos muito omissos até agora e passamos ao largo da reforma tributária."O ministro do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan, que compareceu ao lançamento, afirmou que a iniciativa mostra a decisão do varejo de concluir que há temas de interesse comum, que merecem análises mais profundas. Além disso, o setor percebeu a necessidade de se formular propostas que constituem reivindicações legítimas ao Congresso e ao Executivo.O IDV será formado por empresas como C&A, C&C, Carrefour, Casas Bahia, Casas Pernambucanas, Colombo, DPaschoal, Dimed-Panvel, Pão de Açúcar, Paquetá, Insinuante, Itapuã Calçados, Leroy Merlin, Lojas Renner, Magazine Luiza, Marisa, O Boticário, Ponto Frio, Riachuelo, Sonae, Telhanorte e Wal-Mart, entre outras.

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