Giro fraco deixa negócios mornos na antevéspera de Natal

Cenário:

CLAUDIA VIOLANTE, O Estado de S.Paulo

24 de dezembro de 2011 | 03h06

A penúltima sexta-feira de 2011 e a última em que a Bolsa doméstica operou foi pautada pelo ritmo lento. Os negócios se concentraram pela manhã, com a tarde 'enforcada' por grande parte dos investidores, que já se preparavam para as festividades de Natal. O ponto em comum da sessão aos mercados, assim, foi o volume estreito.

Nas ações, o noticiário positivo dos Estados Unidos, com a aprovação pelo Congresso do país da extensão, por mais dois meses, do corte de impostos sobre a folha de pagamento para 160 milhões de trabalhadores - o benefício venceria em 31 de dezembro e já foi sancionado pelo presidente Barack Obama - se somou ao bom dado de encomendas de bens duráveis para puxar as bolsas. Esse indicador exibiu alta de 3,8%, acima da previsão de 3%, e favoreceu compras de papéis. O índice Dow Jones subiu 1,02%, aos 12.294 pontos - maior patamar desde julho -, o S&P 500 teve ganho de 0,90% e o Nasdaq avançou 0,74%.

A Bovespa se deixou influenciar pelo sinal externo e fechou com alta de 0,62%, aos 57.701,07 pontos, com apenas R$ 4,104 bilhões em negócios. Na semana, o principal índice da Bolsa paulista, o Ibovespa, teve ganho de 2,86%. No mês, sobe 1,45%, mas, no ano, ainda cai 16,74%. As ações mais líquidas do mercado acionário local pegaram carona no otimismo de fim de ano e também fecharam no azul. O papel ON da Vale ficou 0,61% mais caro, enquanto o PNA variou +0,65%, Petrobras ON ganhou 0,46%, e a ação PN, +0,32%.

Também com giro curto, o dólar teve uma sessão de ajustes de final de ano. A moeda dos EUA registrou alta de 0,38%, a R$ 1,8590 no balcão. Na semana, a divisa acumulou ganho de 0,16%. No mês, apura alta de 2,76% e, no ano, +11,72%. Na próxima semana, segundo analistas do mercado, os negócios com a moeda norte-americana devem concentrar-se na segunda e na terça-feira e, mesmo assim, com fluxo semelhante ao de ontem.

No mercado de juros futuros, as taxas ainda reagiram ao desemprego de 5,2% divulgado na quinta-feira, bem como ao Relatório Trimestral de Inflação. Além disso, o acúmulo de prêmios recebeu sustentação do alívio externo e do Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S), divulgado ontem pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), que subiu 0,78% até a quadrissemana encerrada em 22 de dezembro, ante a alta de 0,72% na leitura anterior. Assim, a taxa do contrato com vencimento em janeiro de 2013 saltou de 9,99% na quinta-feira para 10,06% ontem.

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