Soraya Ursine/Estadão
Soraya Ursine/Estadão

'Glamour' americana fecha edição impressa

A revista ainda pode publicar edições impressas ocasionais, que devem girar em torno de tópicos como poder e dinheiro ou falar de eventos específicos

The New York Times, O Estado de S.Paulo

26 Novembro 2018 | 05h00
Atualizado 26 Novembro 2018 | 09h41

Mais uma tradicional revista está dando adeus à edição impressa. A Condé Nast americana – que publica títulos como Vogue, Vanity Fair e The New Yorkeranunciou na semana passada que vai encerrar a edição mensal física da Glamour.

Dois fatores anteciparam a mudança. No ano passado, a Condé Nast reduziu o total de edições anuais da Glamour de 12 para 11. Em janeiro, a companhia escolheu a jornalista Samantha Barry, vinda dos meios digitais, como editora-chefe da publicação.

Apesar de o total de assinantes da Glamour ter ficado estável nos últimos anos – em 2,2 milhões de pessoas –, Samantha Barry defendeu o fim da edição impressa.

“Esse é o plano, porque faz sentido”, disse Samantha, que trabalhou no passado como produtora executiva na área digital da rede de notícias CNN. “As audiências estão no digital e é lá que nosso crescimento está. A periodicidade mensal não faz mais sentido para os leitores da Glamour.”

A editora afirmou que a revista ainda pode publicar edições impressas ocasionais, que devem girar em torno de tópicos como poder e dinheiro ou falar de eventos específicos, como o prêmio “Mulheres do Ano”. Por enquanto, o acesso à edição digital da Glamour vai continuar sendo gratuito.

Em um comunicado divulgado na última quinta-feira, Anna Wintour, editora-chefe da Vogue e diretora artística da Condé Nast, referiu-se a Samantha Barry como uma “agente da mudança na Glamour”. “Ela vai se comunicar com leitores leais nas plataformas digitais e sociais que eles usam com mais frequência.”

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