Globo cria holding para abrir capital no futuro

As Organizações Globo estão criando uma nova holding, a Globo S.A., que vai reunir todos os ativos controlados pela família Marinho em mídia, entretenimento e comunicações. A nova holding se tornou possível com a aprovação da emenda constitucional 222 ? que permite a participação de capital estrangeiro em empresas de mídia, pessoas jurídicas, até o limite de 30% ? e está sendo formada com o objetivo de no futuro abrir o seu capital de forma pulverizada. A Globo S.A., caso existisse em 2001, teria tido faturamento de cerca de US$ 2,5 bilhões, 20 mil funcionários e uma dívida de US$ 1,5 bilhão. A primeira reunião do Conselho de Administração da Globo S.A. acontecerá amanhã. O Conselho, órgão máximo de gestão da holding, é formado pelos três acionistas da família Marinho ? Roberto Irineu Marinho, presidente do Conselho, João Roberto Marinho, vice-presidente, e José Roberto Marinho ? , pelo presidente da Globo S/A, Philippe Reichstul (ex-presidente da Petrobras), pelos diretores gerais das unidades de negócio de Televisão e Entretenimento, Marluce Dias da Silva, e de Mídia Impressa e Rádio, Luiz Eduardo Vasconcelos, pelo diretor financeiro da Globo S.A., Ronnie Moreira (também egresso da Petrobras) e pelo diretor de Estratégia Corporativa, Jorge Nóbrega. A formação da Globo S.A., segundo Roberto Irineu, "completa o processo de profissionalização das organizações Globo iniciado em 1998". Antes da aprovação da emenda constitucional 222, vários ativos, como emissoras de TV, não poderiam pertencer a uma empresa, mas sim a pessoas físicas. Agora, não só os ativos de mídia, entretenimento e comunicação podem ser reunidos em uma só empresa, mas também há a possibilidade de se vender 30% para sócios estrangeiros. Roberto Irineu, porém, deixou claro que o projeto é de pulverizar, no futuro, parte do capital da Globo S.A., e não de vendê-lo em bloco. "Há muitos poucos ?players? [operadores em um determinado setor] neste mercado no mundo, e a introdução de um sócio corporativo pode limitar mais do que somar", ele disse. A Globo, porém, não descarta fazer parcerias em negócios específicos. Citando apenas como exemplo, Roberto Irineu mencionou os negócios de rádio, que vem crescendo no mundo inteiro. a Globo S.A., explicou ainda Roberto Irineu, vai suceder a Globopar como principal holding dos negócios da família Marinho. A forma como se dará esta absorção, porém, ainda não foi decidida, e está sendo estudada do ponto-de-vista legal e tributário.

Agencia Estado,

19 Junho 2002 | 17h06

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