Globocabo: preço-alvo cai para R$ 3,95

Os analistas Jacqueline Lison e Vinícius Langoni, da Fator Doria Atherino Corretora, divulgaram relatório de atualização de projeções para as ações da Globocabo. O preço-alvo foi reduzido de R$ 6,57 por papel para R$ 3,95, sem, no entanto divulgar em quanto tempo esperam que essa meta seja atingida. Segundo eles, a redução do preço-alvo está relacionada às revisões das perspectivas de crescimento das empresas de tecnologia nos mercados mais desenvolvidos, como os dos EUA e Europa. Ambos afirmam que o endividamento da companhia, a parcela da dívida que está no curto prazo e o porcentual elevado de dívida em moeda estrangeira preocupam o investidor. No final do terceiro trimestre deste ano, a empresa tinha endividamento total de R$ 1,5545 bilhão, o que representa 344,8% do patrimônio líquido da empresa. No entanto, a parcela da dívida de curto prazo (26,2%) apresentou significativa melhora no terceiro trimestre deste ano, devido ao esforço da companhia para alongar o perfil de seus débitos. Para eles, a Globocabo está conseguindo administrar com sucesso seu endividamento, procurando elevar o prazo de vencimento e diminuir a exposição em moeda estrangeira. Estima-se que a Globocabo ainda apresente prejuízo de R$ 207,2 milhões em 2001 e de R$ 83,9 milhões em 2002. Eles acreditam que a companhia passará a apresentar lucros a partir de 2003, fechando esse ano com lucro líquido de R$ 23,2 milhões e R$ 129,1 milhões em 2004. O Lajida - lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações - projetado é de R$ 331,6 milhões em 2001 e de R$ 519,1 milhões em 2002. Segundo os analistas, a reversão dos prejuízos se dará com auxílio do forte crescimento da base de assinantes, dada a maior penetração nas classes com menor poder aquisitivo.

Agencia Estado,

29 de dezembro de 2000 | 10h48

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