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GM admite que reestruturação pode incluir concordata

Novo presidente diz que vai tomar 'quaisquer medidas' para se reestruturar; Obama deu alerta a montadoras

REUTERS

30 de março de 2009 | 13h48

A General Motors vai tomar "quaisquer medidas" necessárias para se reestruturar, incluindo um possível pedido de proteção judicial contra falência, disse o novo presidente-executivo da companhia, nesta segunda-feira. Fritz Henderson, que substituiu Rick Wagoner, afirmou em comunicado que a companhia enfrenta "desafios significativos", mas que está "completamente comprometido em completar com sucesso a reinvenção da GM".

 

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O comunicado foi feito logo após o alerta do presidente dos EUA, Barack Obama, segundo quem as montadoras não podem depender de uma linha "sem fim" de dólares dos contribuintes. Obama deu à General Motors e à Chrysler um 60 dias para que elaborem planos de reestruturação que possam justificar novos empréstimos do governo. "Não podemos, não devemos e não iremos deixar nossa indústria automobilística simplesmente desaparecer", disse Obama em texto divulgado pela Casa Branca.

Henderson disse que a companhia poderia utilizar os próximos 60 dias para tratar de "questões difíceis", incluindo acordos de concessão com detentores de títulos da empresa e com o sindicato United Auto Workers. "Nossa preferência mais forte é completar essa reestruturação fora dos tribunais", disse Henderson. "No entanto, a GM vai tomar quaisquer medidas que sejam necessárias para reestruturar a companhia com sucesso, o que pode incluir um processo supervisionado pela Justiça."

 

A GM e a Chrysler receberam um total de US$ 17,4 bilhões em empréstimos do governo em dezembro e pediram mais US$ 22 bilhões para se manterem operando este ano. A força-tarefa de Obama para montadoras avaliou os planos das montadoras para julgar se merecem recursos adicionais. O veredicto divulgado domingo foi de que, em sua forma atual, os planos não justificam a entrega de mais dinheiro dos contribuintes às empresas.

 

(Com Agência Estado)

 

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