GM avaliará necessidade de novo empréstimo em março

O executivo-chefe da General Motors, maior montadora de veículos dos Estados Unidos, Richard Wagoner, disse hoje que os US$ 13,4 bilhões recebidos em dezembro em socorro do governo americano serão suficientes para a companhia atravessar o primeiro trimestre deste ano. Wagoner disse que, em março, a GM avaliará se precisará pedir mais dinheiro ao governo. "Por enquanto, nós acreditamos que estamos indo bem", disse ele a repórteres durante o Salão do Automóvel de Detroit.Segundo Wagoner, as condições do mercado automotivo americano estão próximas ao pior cenário que a empresa previu em dezembro, quando pediu ajuda do governo. Em dezembro, as vendas de veículos caíram 35,6% nos EUA, levando o mercado a vendas anuais de 10 milhões de unidades. A General Motors teve uma performance melhor que a média da indústria com as vendas para frotistas.A GM, como sua rival Chrysler, está montando seu plano de reestruturação que precisará ser apresentado até 17 de fevereiro, em contrapartida ao pacote de socorro que recebeu do governo e que evitou a falência das duas corporações. Wagoner ainda precisará anunciar progressos em aspectos importantes do plano. Hoje, ele expressou a confiança de que obterá concessões do sindicato de trabalhadores United Auto Workers, mas ainda precisa iniciar conversações importantes com credores da empresa. A GM, como parte do pacote federal, precisa cortar pela metade seu endividamento. Wagoner disse que a corporação está escalando conselheiros, que conversão com os credores e montarão uma estratégia para pagá-los.A GM e a Chrysler têm até 31 de março para cumprir as metas fechadas com o governo. As metas foram definidas em dezembro, quando as montadoras receberam a ajuda. Se elas não cumprirem, ficarão sujeitas a pagar ao governo todo o dinheiro emprestado. As duas empresas afirmam que sem o socorro do governo teriam quebrado antes do final de 2008.A Ford Motor Co. disse na época que tinha dinheiro suficiente em caixa e não recebeu recursos.

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