General Motors
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GM colocará funcionários em lay-off por falta de peças para a produção em Gravataí

Empresa vai dar férias coletivas em março e, na sequência, adotará a suspensão de contratos por prazos de um a cinco meses para parte dos funcionários; Honda também suspenderá a produção por dez dias por não receber semicondutores

Cleide Silva, São Paulo

24 de fevereiro de 2021 | 20h48

A General Motors dará férias coletivas em março para todos os trabalhadores da área de produção da fábrica de Gravataí (RS) e, na sequência, vai adotar o sistema de lay-off (suspensão temporária de contratos) por período que pode variar de um a cinco meses.

O principal motivo é a falta de componentes para a produção, em especial de semicondutores, problema que afeta montadoras do mundo todo.

No fim da semana passada a Honda já tinha informado que suspenderá a produção em Sumaré (SP) de 1º a 10 de março por falta de semicondutores. Em janeiro ela já tinha suspendido atividades por uma semana pelo mesmo motivo.

Em nota a GM confirma que a cadeia de suprimentos da indústria automotiva na América do Sul tem sido impactada pelas paradas de produção durante a pandemia e pela recuperação do mercado mais rápida que o esperado. Diz ainda que “isso tem o potencial de afetar de forma temporária e parcial nosso cronograma de produção”.

A montadora acrescenta que, no momento, está “trabalhando com fornecedores, sindicato e demais parceiros do negócio para mitigar os impactos gerados por esta situação”.

Segundo o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Gravataí, Valcir Ascari, a GM ainda não informou o número total de funcionários que entrarão em lay-off mas, em sua opinião, pode passar de 2 mil contando pessoal da própria GM e dos fornecedores de autopeças que operam dentro do mesmo complexo produtivo.

Medida para preservar empregos

Na sexta-feira será feita assembleia com os trabalhadores para aprovar ou não o lay-off, que será parcial e temporário. Ascari diz que vai defender a proposta da empresa “para preservar empregos, visto que a empregabilidade está muito difícil no País.” O complexo emprega de 4 mil a 5 mil trabalhadores.

Na fábrica de São José dos Campos (SP) não há informação de paradas, “apenas rumores” de que isso possa ocorrer, informa o sindicato local. Em São Caetano do Sul (SP) o tema não foi levado ao sindicato, mas o presidente da entidade, Aparecido Inácio da Silva, diz que a empresa havia programado sábados extras de trabalho e cancelou.

 

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