GM começa a demitir em São José dos Campos

Empresa começou a enviar neste sábado telegramas de dispensa; número de cortes não foi informado

Gerson Monteiro, Especial para o Estado / São José dos Campos

08 de agosto de 2015 | 15h48

 A General Motors (GM) começou ontem a enviar telegramas anunciando a demissão de trabalhadores na fábrica da empresa em São José dos Campos (SP). Na próxima segunda-feira (10), está previsto o retorno ao trabalho dos 798 funcionários que estão em lay-off (suspensão temporária dos contratos de trabalho) desde 9 de março.

Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos da região, a empresa garantiu a estabilidade dos empregos por três meses aos metalúrgicos que estavam com o contrato suspenso. As demissões de hoje são de trabalhadores que não estavam em lay-off.

“Estamos perplexos com essa notícia na véspera do Dia dos Pais. É a segunda vez que a GM faz isso, já fez ano passado, nas festas de fim de ano, e agora novamente”, disse Antônio Ferreira de Barros, presidente do Sindicato. A entidade promete mobilização da categoria ainda neste sábado, já que a montadora confirmou para a entidade as demissões sem informar quantos metalúrgicos foram atingidos pelo corte.

No telegrama aos trabalhadores, a empresa lamenta que, “apesar das várias medidas adotadas pela empresa para superar a crise automobilística, inclusive com a adoção de lay-off  e férias coletivas, entre outras medidas, o mercado não reagiu”.

No fim do mês de julho, o presidente da GM na América do Sul, Jaime Ardila, disse em entrevista que a unidade não é competitiva e por isso estaria fora do investimento dos R$ 6,5 bilhões anunciado pela montadora.

Em nota, a GM confirma as demissões e justifica que foram esgotadas ‘todas as alternativas para evitar as demissões no Complexo Industrial de São José dos Campos” e que, com a expressiva redução da demanda,. o mercado brasileiro registra queda em torno de 30% nas vendas desde janeiro de 2014.

“Os desligamentos realizados têm como objetivo adequar o quadro da empresa à atual realidade do mercado, visando resgatar a competitividade e viabilidade do negócio”, finaliza a nota.

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